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Segurança de dados e de empregos são os grandes desafios da digitalização das empresas

Os produtos e serviços inovadores chamaram a atenção dos mais novos na conferência Fujitsu World Tour

José Caria

Conferência Fujitsu World Tour trouxe a Portugal, pela primeira vez, uma série de debates para discutir a transformação digital

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

A transformação digital da sociedade e da economia não é mais do que a adaptação das empresas e dos negócios ao digital e à internet. A maioria das organizações vê todo este processo como uma vantagem e muitas delas já alteraram a forma de se relacionarem com os clientes, com aplicações para telemóveis ou formas inovadoras de pagamento e de compras online. Mas todas estas inovações trazem riscos e desafios e os principais são as quebras de segurança e a perda de dados da própria empresa e dos seus clientes e também de empregos devido à digitalização dos processos.

Esta foi uma das conclusões da conferência Fujitsu World Tour que decorreu esta quinta-feira no Centro de Congressos de Lisboa.

“A segurança é um tema muito relevante. 93% das organizações reportaram uma quebra na segurança em 2016”, adiantou o responsável pela área de tecnologia da Fujitsu na Europa, Joseph Reger, um dos principais oradores deste evento que veio pela primeira vez a Lisboa e tinha como tema central a cocriação digital. E quanto aos empregos, é certo que com a digitalização haverá “trabalhos substituídos por máquina” e por isso “não sabemos bem o que a transformação digital vai fazer aos postos de trabalho, mas serão criados muitos empregos especializados”, acrescentou o mesmo responsável.

É por isso que as empresas estão cada vez mais a apostar em equipas de cibersegurança e são já muitos os ataques que são evitados. Mas outros, como o do passado dia 12 de maio que atacou mais de 100 países em todo o mundo, não foi e voltou a trazer o debate para cima da mesa e a exigir um reforço do controlo.

Portugal e as empresas portuguesas estão atentas a isso e já durante a visita do Papa, houve um reforço dessa vigilância. E o mesmo se passou em dias de festejos como o 25 de abril ou como se passará agora durante as eleições autárquicas, disse o coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança, Pedro Veiga. “Estamos a preparar-nos para isso, mas são precisos mais meios”, disse durante a sua intervenção no segundo debate do evento desta quinta-feira.

Apesar da existência de riscos, as empresas estão cientes de que têm de enveredar pela transformação digital, muitas delas através da cocriação, ou seja, uma parceira entre as organizações e as empresas de tecnologia que têm know how para implementar esses sistemas digitais.

“Existe uma preocupação em introduzir inovação no seu negócio para se diferenciarem”, disse o diretor geral da Fujitsu em Portugal, Carlos Barros.