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Bolsas da zona euro com semana no vermelho, mas Lisboa sobe quase 1%

O índice MSCI para a zona euro recuou 0,24% durante a semana. Milão, Bruxelas e Atenas registaram maiores quedas semanais na zona euro. Bolsas de Moscovo e de Shenzhen lideram perdas semanais à escala mundial

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas da zona euro registaram uma semana de perdas, mas Lisboa escapou à onda vermelha, com o índice PSI 20 a avançar 0,96%.

O índice MSCI Euro – abrangendo as 127 principais cotadas em dez membros da zona euro, incluindo Portugal - perdeu durante a semana 0,24% face a ganhos de 2,14% no conjunto dos mercados emergentes, 1,45% nas bolsas de Nova Iorque, 1,34% no conjunto das praças da Ásia Pacífico e 1,3% nos mercados fronteira, segundo os índices MSCI respetivos.

O conjunto da Europa esteve em foco pela negativa com as bolsas de Milão, Moscovo, Budapeste e Bruxelas a registarem as maiores quedas semanais, acima de 1%. O índice MIB de Milão perdeu 1,7% e os dois índices de Moscovo caíram 1,4%.

Banca italiana, Eurogrupo e mercado petrolífero em foco

A Itália continua no foco de atenção dos mercados na zona euro. A incerteza sobre o futuro da recapitalização da Banca Popolare di Vicenza e do Veneto Banco, que tentam evitar uma resolução, marcou negativamente esta semana a bolsa italiana.

No caso de Moscovo há o efeito ouro negro. As bolsas de Abu Dhabi, Dubai, Moscovo e Riade registaram perdas semanais de perto de 1% ou mais, devido ao efeito negativo do comportamento oscilante do preço do barril de petróleo, com o desapontamento dos mercados face ao acordo de extensão dos atuais cortes de produção até março de 2018 obtido na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) em Viena no dia 25, baseado num acordo prévio entre os sauditas e os russos.

Depois de um máximo do ano de 57,1 dólares por barril de Brent no início de janeiro, a cotação caiu para um mínimo do ano de 48,38 dólares a 4 de maio, tendo subido para 54,15 dólares a 23 de maio, antes da reunião de Viena. Após o desapontamento com os resultados da reunião da OPEP no dia 25, o preço desceu para 51,46 dólares, tendo, depois, recuperado ligeiramente, fechando a semana em 52,26 dólares, quase dois dólares abaixo do valor de 23 de maio.

Atenas registou uma queda de 0,9%, com a bolsa helénica influenciada negativamente pelo impasse na reunião de segunda-feira do Eurogrupo sobre o fecho do segundo exame ao terceiro resgate e pelo subsequente atraso no desembolso da tranche financeira dos fundos europeus, indispensável para que a Grécia evite uma bancarrota pontual em julho. A decisão foi adiada para a reunião de 15 de junho.

Wall Street fixa novos máximos

O índice para as bolsas dos Estados Unidos não foi o que mais subiu durante a semana à escala mundial, mas Wall Street e a bolsa das tecnológicas do Nasdaq registaram novos máximos históricos. O índice S&P 500 fixou um novo máximo histórico no dia 25 de maio e o Nasdaq renovou máximos nas sessões de 25 e 26.

Na sexta-feira, Wall Street fechou com os seus dois principais índices ligeiramente abaixo da linha de água, interrompendo seis sessões de alta consecutiva.

O índice de volatilidade – que é conhecido como ‘índice do medo’ nos mercados bolsistas – associado ao S&P 500 de Wall Street está a cair há sete sessões consecutivas, descendo para 9,81 na sexta-feira, próximo do mínimo histórico de mais de uma década de 9,56 registado a 9 de maio.

Os índices com melhor desempenho semanal foram o China A50 (para as cinquenta principais cotadas chinesas nas duas bolsas chinesas, de Xangai e Shenzhen), o KOSPI de Seul, o índice do Luxemburgo, o BIST 100 de Istambul, o MERVAL de Buenos Aires, o Ibovespa de São Paulo e o Nasdaq em Nova Iorque, com ganhos acima de 2%.

China escapa ao efeito Moody's

O outro facto marcante da semana foi a decisão da agência de notação Moody’s em cortar, pela primeira vez em 28 anos, o rating da China em um nível, retirando-o de duplo A para o primeiro nível do grau médio superior de recomendação de investimento (A1).

O aviso da agência trouxe para o primeiro plano a discussão sobre os riscos chineses de sobreendividamento do sector privado não financeiro, da situação da designada banca ‘sombra’, e da desaceleração da economia para um crescimento potencial no patamar de 5%.

As bolsas chinesas reagiram de um modo oscilante ao efeito Moody's. No próprio dia do corte, 24 de maio, a bolsa de Xangai fechou ligeiramente acima da linha de água e a de Shenzhen ganhou 0,5%. No dia seguinte, Xangai e Shenzhen recuperaram claramente, mas na sexta-feira a primeira fechou, de novo, ligeiramente acima da linha de água e a segunda caiu 0,10%.

Em termos semanais, a 'leitura' é 'mista'. A bolsa de Xangai, a mais importante, fechou com um ganho semanal de 0,63%, mas a de Shenzhen perdeu 1,12%. O índice China A50 já referido registou um avanço semanal de 4,7%.

No entanto, no conjunto do mês de maio, as duas bolsas chinesas registam quedas.