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A Península Ibérica em números, numa fotografia com moldura europeia

OS INE de Portugal e Espanha juntaram dados para fazer um retrato estatístico da Península Ibérica em 2016. E há muitas semelhança, da queda nas taxas de crescimento da população à descida do índice harmonizado dos preços no consumidor. Mas Espanha ganha claramente nas pescas e ganha na esperança de vida. Já Portugal está a trabalhar mais horas

Os institutos nacionais de estatística de Portugal e de Espanha cruzaram dados para publicar o 13º retrato da Península Ibérica em Números / Península Ibérica em Cifras, agora correspondente a 2016. É um trabalho que mostra uma queda acentuada das taxas de crescimento da população em Espanha, entre 2006 e 2015, dos 17,4% para -0,2%, com Portugal a apresentar, também, taxas negativas desde 2010, registando -3,2% no último ano,

Um traço comum entre os dois países, sublinha a síntese do INE português, é a trajetória descendente da variação média anual do índice harmonizado de preços no consumidor desde 2008, em linha com toda a União Europeia. Mas "a amplitude dos valores foi maior em Espanha (4,1% em 2008; -0,6% em 2015) do que em Portugal (3,7% no início da série e 0,0% no final)", comenta o INE.

Já na captura de peixe, os números dos dois países são diferentes, com Espanha a destacar-se. O país vizinho capturou 900 mil toneladas, o que lhe dá a liderança europeia e uma percentagem de 17,6% nas capturas totais da UE, enquanto Portugal fica nas 185 mil toneladas.

Outro destaque deste estudo que apresenta "a relaidade ibérica e comparações no contexto europeu" vai para "a enorme diferença" entre regiões ibéricas no que respeita ao número de habitantes por quilómetro quadrado.. Em 2014, os mínimos registaram-se no Alentejo (23,4), em Castilla-La-Mancha (26,2) e na Extremadura (26,8). Os máximos referem-se às Cidades Autónomas de Ceuta (4 457,0) e Melilla (6 478,5). A Comunidade de Madrid e a Área Metropolitana de Lisboa registaram, respetivamente, 801,0 e 931,5 pessoas/km2.

Um traço comum nas duas economias é a perda de peso da União Europeia como destino das exportações entre 2006 e 201, ano em que as vendas de Portugal para a UE corresponderam a 72,8% do total das exportações, contra uma percentagem de 78,2% em 2006. ,O valor apurado para Espanha foi 65,1% (71,3% em 2006).

Do lado das importações com origem na UE, e no mesmo período, registaram-se oscilações com o mesmo tipo de perfil no dois países. Os valores no início e no final da série são "muito próximos" e foram sempre mais elevados em Portugal (2006: 77,0%; 2015: 76,5%) do que em Espanha (2006: 61,8%; 2015: 60,6%).

No que respeita à esperança de vida das mulheres, a Espanha lidera na UE (86,2 anos em 2014) e Portugal (84,4 anos) está, também, acima da média europeia (83,6 anos). No caso dos homens, o valor apurado para Espanha (80,4 anos), também foi superior ao da UE (78,1 anos), enquanto Portugal fica ligeiramente abaixo da média comunitária (78,0 anos).

No número de horas trabalhadas por semana a tempo inteiro, a evolução entre 2008 e 2015 é diferente para os dois países. Portugal sobe das 41,6h em 2008 para 42,4h em 2015 e Espanha desce de 41,8h em 2008 para 41,4h em 2015.