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Novo Banco vende Ásia e encaixa 145,8 milhões

O antigo BES vendeu 75% do Novo Banco Ásia, instituição com sede em Macau, por 145,8 milhões de euros. O comprador é o chinês Well Link, empresa com sede em Hong Kong

"O acordo de venda assinado prevê ainda um conjunto de opções de compra e venda, com condições já acordadas, que cobrem os restantes 25% e são exercíveis num prazo até 5 anos perfazendo um preço total para os 100% de 183 milhões de euros", anunciou o Novo Banco em comunicado. A venda de 75% do Novo Banco Ásia ao grupo Well Link Group Holdings, com sede em Hong Kong, tinha sido já noticiada pelo Expresso na edição de 13 de maio.

A venda faz-se move meses depois de ter sido assinado o acordo para a venda do Novo Banco Ásia ao grupo de Hong Kong. Os restantes 25% irão ficar por agora nas mãos do Novo Banco, no futuro o dono irá decidir se aceita ou não ficar com os 10% que restam, mantendo a presença no antigo território de administração portuguesa.

A receita da venda terá um impacto positivo nos rácios de capital do Novo Banco, estimado em 25 a 30 pontos base nos rácios de capital common equity tier 1.

O Well Link, sabe o Expresso, estava interessado em adquirir 100% do capital, mas para facilitar o negócio junto do regulador chinês optou-se por esta modalidade. Ou seja, uma compra faseada e, por agora, de apenas até 90% do capital. A venda fez-se poucos dias depois de o regulador local, a Autoridade Monetária de Macau, ter dado 'luz verde' para a compra de 90% do capital. Sediado em Hong Kong, o Well Link Group oferece serviços de banca de investimento e corretagem.

O Novo Banco Ásia é um dos ativos não estratégicos que está parqueado no chamado 'side bank', veículo aprovado pela Comissão Europeia, e onde estão as operações que são para ser vendidas. O negócio foi intermediado pelo Haitong Bank, o antigo BES Investimento.

Têm acelerado as vendas de operações não estratégicas pelo Novo Banco, enquanto se mantém a contagem decrescente para que o fundo de investimento norte-americano Lone Star se torne proprietário de 75% do capital.

"Esta transação representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de ativos não estratégicos do Novo Banco, prosseguindo a sua estratégia de foco no negócio bancário doméstico e ibérico. No entanto, a manutenção de uma presença acionista no capital do Novo Banco Ásia nos próximos 5 anos permitirá desenvolver o seu pilar estratégico de apoio à exportação e internacionalização das empresas portuguesas numa zona geográfica tão importante", diz fonte oficial do banco liderado por António Ramalho.