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5% da TAP já são dos trabalhadores

Governo espera fechar acordo (para aumentar a participação do Estado no capital) em junho

Luis Barra

Pilotos foram os que pediram mais ações. Mas plataforma de nove sindicatos terá ficado com mais

Com base na máxima de que “o todo é maior do que a soma das partes”, a Plataforma Sindical da TAP, que reúne nove sindicatos da empresa, parece ter atingido o seu objetivo na oferta pública de venda (OPV) de 5% das ações representativas do capital social que foram reservadas aos trabalhadores e ex-trabalhadores na privatização do grupo. André Teives, porta-voz daquela plataforma, diz ao Expresso que os nove sindicatos que representa terão ficado com a maioria das ações.

Ainda não são conhecidos os resultados da OPV, mas sabe-se que os trabalhadores aderiram em massa e que a procura foi superior à oferta em cerca de 17,5 vezes (603 ordens de compra, num montante total de €778,5 mil). Mas quem ficou com quanto? André Teives explica as suas contas com base nos dados divulgados pelo Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) no dia em que terminou o prazo (10 de maio) para os trabalhadores aderirem à OPV. “A procura de ações (por parte dos pilotos) ultrapassou cinco vezes a oferta colocada à disposição dos trabalhadores da companhia aérea”, divulgou o sindicato em comunicado. “Se os pilotos pediram cinco vezes mais ações do que a oferta disponível e a procura foi superior à oferta em cerca de 17,5 vezes, isso significa que as restantes classes de trabalhadores do grupo TAP terão subscrito 12,5 vezes mais a oferta”, afirma. Ou seja, “pedimos menos ações, mas com mais trabalhadores”.

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