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Altice vai contestar objeções de Bruxelas sobre compra da PT

José Carlos Carvalho

O grupo francês diz que o processo de investigação “não afeta a aprovação” dada por Bruxelas para a aquisição da PT Portugal

A Altice, dona da PT Portugal, afirmou esta quinta-feira discordar das conclusões preliminares feitas pela Comissão Europeia que apontam para que o grupo francês tenha violado as regras comunitárias ao concretizar a compra do grupo de telecomunicações portugês.

"A Altice não concorda com as conclusões preliminares da Comissão Europeia e irá apresentar uma resposta completa a contestar todas as objeções. O envio de uma comunicação de objeções não prejudica o resultado final da investigação", refere a Altice em comunicado.

O grupo francês diz ainda que o processo de investigação "não afeta a aprovação concedida pela Comissão Europeia para a aquisição da PT Portugal pela Altice".

A Comissão Europeia disse esta quinta-feira que a Altice violou as regras da UE ao concretizar a compra da PT Portugal antes da autorização de Bruxelas, o que poderá custar à multinacional uma multa até 10% do volume de negócios mundial anual.

O executivo comunitário anunciou hoje que enviou uma "comunicação de objeções" ao considerar, a título preliminar, que "a Altice concretizou efetivamente a compra (da PT Portugal, em 2015) antes da adoção da decisão de autorização da Comissão e, em certos casos, antes mesmo da notificação", o que, sublinha Bruxelas, "constitui uma infração muito grave".

Bruxelas aponta que está em curso uma investigação e "se a Comissão vier a concluir que a Altice concretizou a operação antes da sua notificação ou antes da adoção da decisão de autorização, poderá impor uma multa até 10% do volume de negócios mundial" do grupo Altice.