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STCP. Taxa de absentismo é de 8,3%

No caso do pessoal tripulante, a taxa é superior: 8,8%

Na Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) a taxa de absentismo da comunidade laboral de 1232 trabalhadores foi, em 2016, de 8,3%. No caso do pessoal tripulante, a taxa é superior: 8,8%. Nos dois casos, a evolução traduz reduções ligeiras: 0,2% e 0,4%, respetivamente. O pessoal tripulante representa 74% do universo laboral.

Na radiografia à comunidade laboral, a STCP regista o aumento de 61 assalariados em 2016 (111 entradas e 50 saídas). As entradas foram quase exclusivamente na área do pessoal tripulante. A antiguidade média situa-se nos 20 anos. O nível de escolaridade manteve, em 2016, a tendência crescente dos últimos anos. Os trabalhadores com o ensino secundário representam 30% e a percentagem de trabalhadores com o ensino básico diminuiu de 67% (2015).

Na análise por género, a notícia é o reforço da componente feminina. As 96 mulheres (mais 14) representam 8% da universo.

Mais prejuízos

A STCP fechou 2016 com perdas de 26,8 milhões de euros, uma redução de 8,4 milhões face a 2015. Esta evolução favorável "resulta da melhoria dos resultados operacionais em 8,8 milhões de euros e do agravamento dos resultados financeiros em 4 milhões de euros", explica a empresa.

O resultado financeiro foi negativo em 14,5 milhões. O desempenho operacional traduziu-se em perdas de 12, 3 milhões.

O resultado líquido sem o efeito do swap (juros e variação de justo valor) foi negativo em 17,6 milhões, uma melhoria de 9,2 milhões face a 2015.

A STCP nota que os gastos operacionais uma redução de 9,7 milhões, ficando nos 57,5 milhões de euros. Em salários, a empresa pagou 30,3 milhões de euros.

A receita operacional foi de 45,1 milhões, uma redução de 900 mil euros face a 2015.

No serviço de transporte, a receita apurada (42,7 milhões) cobre em 90% as despesas operacionais (47,7 milhões).

A sociedade carrega uma dívida de 370 milhões de euros (-13% face a 2015), depois de ter beneficiado de dois aumentos de capital do Estado. Em 2016, o Estado injetou 62,5 milhões na empresa.

Fraudes e queixas

Em 2016, os fiscais da STCP passaram 5510 multas. A taxa de fraude, medida através do rácio entre o número de infrações e o número de passageiros fiscalizados, foi de 0,54%. A taxa de fiscalização de viagens foi de 3,8%.

Nos acidentes, a evolução foi desfavorável. Em 2016, registaram-se 1253 acidentes, mais 139 do que em 2015. É uma taxa de 58 acidentes por cada milhão de quilómetros percorridos.

Já nas queixas dos passageiros, registou-se uma redução considerável. As 1703 reclamações registadas comparam com 3664 em 2015. O cumprimento de horários (1214) e comportamento do pessoal (404) permanece como as principais causas.

A STCP é a maior empresa de transportes da Área Metropolitana do Porto, com 69,4 milhões de passageiros transportados no ano, servindo um milhão de habitantes de 33 freguesias de seis concelhos, através de uma rede de 72 linhas e uma frota de 419 autocarros e 6 carros elétricos. Em 2016, transportou em média, por dia útil, 236 mil passageiros.