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Hotelaria desacelera em março por causa do efeito Páscoa

Gonçalo Rosa da Silva

No primeiro trimestre, a hotelaria portuguesa registou mais 470 mil dormidas face a 2016. Lisboa e Açores são as regiões que mais crescem

O negócio hoteleiro abrandou em março, de acordo com os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgados esta terça-feira. Mas, o desempenho comparativo sofre com o efeito calendário. Em 2016, a Páscoa foi em março, este ano celebrou-se em abril..

No primeiro trimestre, a hotelaria portuguesa registou mais 470 mil dormidas, face ao mesmo período de 2016. Dois terços do crescimento foi gerado em Lisboa.

Em março, a hotelaria registou 1,4 milhões de hóspedes e 3,7 milhões de dormidas. Estes resultados traduzem variações homólogas de 0,9% e -0,2% (8,6% e 8,2% em fevereiro).O balanço do primeiro trimestre regista subidas de 6,7% e 5,6%, respetivamente.

As dormidas de residentes diminuíram 9,9% (+5,7% em fevereiro), interrompendo a tendência crescente, enquanto as de estrangeiros desaceleraram para 3,7% (9,3% em fevereiro).

A estada média (2,67 noites) decresceu 1,1% e a taxa de ocupação-cama (39,8%) recuou ligeiramente (1,6%).

As receitas atingiram os 189 milhões de euros. O crescimento de 9,9% traduz um abrandamento face ao valor registado em fevereiro (14,5%). As receitas de aposento ficaram nos 130 milhões de euros, aumentando 8,6% (16% em fevereiro).

Mercados britânico e francês em alta

Os 13 principais mercados emissores representam 81% do total das dormidas de estrangeiros e apresentaram evolução favorável.

Os mercados britânico, francês e alemão estiveram em alta. As dormidas de turistas do Reino Unido cresceram 5,7% em março, ao nível do crescimento do primeiro trimestre. O mercado alemão cresceu 4,9% (5,6% no primeiro trimestre). Nos franceses, o crescimento mantém-se expressivo, acelerando até face aos meses anteriores (23,2% em março). A evolução trimestral está nos 18,3%.

A exceção é o mercado espanhol, especialmente sensível ao “efeito Páscoa”. Apresentou uma quebra de 43,7%.

Por regiões, março foi especialmente favorável à hotelaria da Área Metropolitana de Lisboa (mais 6,3%) e Açores (10,8%). No primeiro trimestre, Lisboa cresceu 12,8% e os Açores 10,5%. Lisboa representa 29% das dormidas, seguida do Algarve (27,3%) e Madeira (16,0%).