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Lucros da Corticeira Amorim sobem 24% no primeiro trimestre

Rui Duarte Silva

Resultados líquidos alcançam os 17,2 milhões, impulsionados pelo cresimento assinalável das vendas

A Corticeira Amorim teve lucros de 17,2 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, mais 23,7% do que no mesmo período de 2016, divulgou esta segunda-feira a empresa.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Corticeira Amorim indica que o resultado alcançado se deve a um “crescimento assinalável das vendas, que ascenderam a 171,7 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 9,6% face a igual período do ano anterior”, o que atribui ao facto de em Portugal ter havido mais dois dias de trabalho entre janeiro e março do que o primeiro trimestre de 2016.

O grupo de Mozelos, Santa Maria da Feira, referiu que em todas as unidades de negócio houve crescimentos de vendas, reflexo do aumento das quantidades vendidas a que se somou um efeito cambial positivo.

Já o EBITDA (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 21,6% para 33,6 milhões de euros.

No final de março, a dívida líquida ascendia a 12 milhões de euros, abaixo dos 36 milhões de euros do final de 2016, referindo que a “função financeira continuou a beneficiar de taxas de juro e de endividamento cada vez mais reduzidas”.

Numa análise da atividade por unidade de negócio, as vendas da unidade de negócios de Rolhas ascenderam a 112,9 milhões de euros, com "um aumento superior a 9% nos três segmentos onde a unidade de negócios opera: vinhos tranquilos, espumosos e espirituosos”. Já o EBITDA desta unidade ficou em 22,7 milhões de euros.

Quanto à unidade de negócios de Matérias-Primas, esta registou um EBITDA de 5,7 milhões de euros, mais 50% face ao primeiro trimestre de 2016, enquanto a UN Aglomerados Compósitos conseguiu um EBITDA de 4,7 milhões de euros, mais 8,3%.

Já a unidade de negócios de Revestimentos teve uma queda do EBITDA em 14,5% para 2,4 milhões de euros, apesar de ter registado um crescimento das vendas, o que a empresa diz que “está relacionado com o alargamento da equipa comercial para suportar o investimento em curso que irá reforçar” a sua capacidade de produção.

Por fim, a unidade de Isolamentos teve um recuo do EBITDA de 22,7% para 500 mil euros, para o qual contribuiu o aumento do preço das matérias-primas.

A empresa indicou ainda, no comunicado ao mercado, que no primeiro trimestre deste ano registou um aumento das imparidades (provisões para perdas potenciais) que justificou com a “reavaliação do valor recuperável de montantes capitalizados em projetos de desenvolvimento e à análise do valor recuperável de um site industrial que será relocalizado”.