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Défice excessivo. Porta de saída está aberta mas Bruxelas ainda não sabe impacto da CGD

Comissão Europeia volta a rever em alta o crescimento económico de Portugal para 2017. Fala agora em 1,8%, o mesmo valor previsto pelo Governo. Quanto ao défice, as previsões de primavera também melhoram, mas Bruxelas não tem ainda certezas quanto ao eventual impacto da injeção na CGD e deixa alertas

Bruxelas volta a mostrar otimismo quanto à economia portuguesa e assinala melhorias também no mercado de trabalho. "No seguimento de um forte desempenho na segunda metade de 2016, o crescimento económico de Portugal deve voltar a aumentar em 2017 (1,8%) antes de um abrandamento em 2018 (1,6%). O mercado de trabalho deve melhorar, com o desemprego a cair para 11,2% em 2016, (9,9% em 2017) e 9,2% em 2018" , lê-se no topo do documento da Comissão Europeia.

A previsão de crescimento de Bruxelas para este ano está em linha com a do Governo. Para o próximo, o parâmetro também é revisto em alta mas é menos otimista do que o que Mário Centeno incluiu no Programa de Estabilidade (1,9%).

"Depois de ficar em 2% do PIB em 2016, o défice nominal deverá continuar abaixo dos 2% durante o horizonte temporal (2017 e 2018", dizem ainda os técnicos nas Previsões Económicas de Primavera divulgadas esta manhã. A frase é importante porque abre a porta à saída do Procedimento por Défice Excessivo. No entanto, mais à frente, deixam alertas quanto ao "potencial impacto das medidas de apoio à banca" que ainda podem fazer aumentar do défice deste ano.

A Comissão Europeia ainda não tem números para o impacto da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos nas contas públicas – seja ele nulo ou superior a 1,5%. Bruxelas ainda não sabe se a recapitalização da CGD empurra ou não o défice deste ano para cima dos 3%.

O dinheiro injetado na Caixa é também a razão apontada para o aumento da dívida publica em 2016 (130,4%). Mas para os próximos anos Bruxelas prevê descidas. Fala em 128,5% em 2017 e 126,2% em 2018, "graças a excedentes orçamentais primários e à continuação do crescimento económico".