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Desemprego desce para 10,1% no primeiro trimestre – são menos 2,3 pontos que há um ano

Marcos Borga

Números foram divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística

A taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano foi de 10,1%, revelou esta quarta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE). Um valor que significa uma redução de 0,4 pontos percentuais em relação ao último trimestre do ano passado e de 2,3 pontos percentuais em termos homólogos, isto é, em relação ao primeiro trimestre de 2016.

Os números trimestrais do do INE, que não são ajustados de sazonalidade (ao contrário das estimativas mensais que o INE divulga sobre o mercado de trabalho), indicam que a população desempregada nos primeiros três meses deste ano ficou nas 523,9 mil pessoas, menos 3,5% (19,3 mil pessoas) do que no trimestre anterior. A evolução do número de desempregados em Portugal, apurado pelo INE, prosseguiu, assim, as diminuições trimestrais observadas desde o segundo trimestre de 2016.

Já em relação ao trimestre homólogo, verificou-se uma diminuição de 18,2% (menos 116,3 mil pessoas). Esta redução é "a maior desde o terceiro trimestre de 2013", salienta o INE.

Quanto à população empregada, foi estimada em 4 658,1 mil pessoas, o que significa um acréscimo trimestral de 0,3% (mais 14,5 mil pessoas). Este incremento "contraria a evolução ocorrida em todos os primeiros trimestres da série iniciada em 2011", frisa o INE. Ou seja, é a primeira vez desde 2011 que a população empregada aumenta nos primeiros três meses do ano, em relação ao quarto trimestre do ano anterior.

Em relação ao trimestre homólogo, a população empregada aumentou 3,2% (mais 144,8 mil pessoas) no primeiro trimestre, o maior aumento desde o quarto trimestre de 2013.

A taxa de desemprego dos jovens (15 anos aos 24 anos) continua muito elevada, nos 25,1%, mas diminuiu 2,6 pontos percentuais em relação ao últimos três meses do ano passado, baixando 5,9 pontos percentuais por comparação com o primeiro trimestre de 2016.

Por fim, os desempregados de longa duração (há pelo menos 12 meses) continuam a ser uma parcela muito significativa dos desempregados (58,9%), ou seja, 308,6 mil pessoas no primeiro trimestre deste ano. O que mostra que este é um problema estrutural do mercado de trabalho português.

Contudo, esta parcela tem vindo a baixar. A proporção dos desempregados de longa duração na população desempregada total diminuiu 3,2 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2016 e 0,3 pontos percentuais em comparação com o primeiro trimestre de 2016.