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Tomás Correia “contamina” o Montepio e devia sair, defende Eugénio Rosa à porta da AG

Tomás Correia à entrada para a Assembleia Geral onde foi discutida a transformação do banco do Montepio em sociedade anónima

Luís Barra

Está a ser discutido neste momento em Assembleia Geral a transformação do banco do Montepio em sociedade anónima, abrindo a porta a novas acionistas. Eugénio Rosa, histórico mutualista, volta a defender a saída de Tomás Correia da presidência da Associação Mutualista Montepio Geral (AMMG)

A Assembleia Geral onde irá ser votada a alteração dos estatutos que permitirá a entrada de novos investidores na Caixa Económica Montepio Geral, a decorrer no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, começou pouco depois das 21h. Tomás Correia, presidente da AMMG não quis prestar declarações à entrada para a reunião.

"A continuação do atual presidente contamina todo o Montepio. O presidente da associação, com os processos que tem, não dá dignidade ao Montepio. Devia afastar-se, para que o banco recuperasse a confiança", afirmou Eugénio Rosa, membro do conselho geral de supervisão da Caixa, à entrada da reunião. Tomás Correia é arguido em processos contaordenacionais do Banco de Portugal.

"Está a verificar-se uma recuperação da Caixa Económica (banco). Há uma inversão da situação e é preciso tranquilidade", acrescentou Eugénio Rosa. Ao Expresso, adiantou que vai pedir a palavra durante a AG para defender que a entrada de novos acionistas se limite a investidores da economia social. A alteração dos estatutos em votação, diz Eugénio Rosa, prevê a entrada de qualquer tipo de investidores.