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Mutualista Montepio aprova alterações para tornar CEMG em Sociedade Anónima

Luís Barra

Reunidos no Coliseu de Lisboa, 91,8% dos 432 associados que estiveram presentes votaram favoravelmente o ponto único da agenda de trabalhos

A assembleia-geral da Associação Mutualista Montepio aprovou esta noite, por larga maioria, os novos estatutos da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), que, assim, permite avançar para a sua transformação em Sociedade Anónima.

O Expresso sabe que num universo de 432 associados presentes no Coliseu, 395 votaram a favor da alteração de estatutos da CEMG e 37 votaram contra. Relativamente à transforação em sociedade anónima, 397 votaram a favor e 35 contra. Ninguém se poderia abster.

Citado num comunicado da associação, com mais de 630 mil associados, o presidente do Grupo Montepio, António Tomás Correia, afirmou que este é um "grande dia para o Montepio e para os seus associados".

"Todos estão de parabéns, atenta a importância do encerramento deste processo, que cria as condições para que a Caixa Económica se afirme como a grande Instituição Financeira da Economia Social", disse o dirigente, recordando que a Associação Mutualista mantém o estatuto de "Instituição Titular, em conformidade com o Regime Jurídico das Caixas Económicas".

Detida pela Associação Mutualista Montepio desde a sua fundação, em 1844, a CEMG divulgou esta terça-feira um lucro de 11,1 milhões de euros na apresentação dos seus resultados do 1.º trimestre do ano.

No mesmo período de 2016, a instituição tinha registado prejuízos de 19,8 milhões de euros.

A margem financeira aumentou 35,6% para 71,1 milhões de euros, que o banco atribui à redução do custo dos depósitos, enquanto as comissões líquidas subiram 23,7% para 26,1 milhões de euros, neste caso, diz o banco, "beneficiando da maior dinâmica de negócio".