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Dois projetos portugueses premiados pela Comissão Europeia

Carlos Moedas, Comissário Europeu da Investigação, Ciência e Inovação, e Graça Fonseca, secretária de Estado adjunta e da Modernização Administrativa, destacaram esta terça-feira duas startups portuguesas

Esta terça-feira, no dia da Europa, a Representação da Comissão Europeia em Portugal premiou, na Fundação Champalimaud, em Lisboa, os projetos vencedores do concurso "ElevatorPitch - IdeiasQueMarcam", que contou com 133 candidaturas, de que resultaram 16 projetos finalistas.

A entregar os certificados dos prémios (5 mil euros) estiveram Carlos Moedas, Comissário Europeu da Investigação, Ciência e Inovação, e Graça Fonseca, secretária de Estado adjunta e da Modernização Administrativa.

"Acredito que os prémios são um dos melhores incentivos para os empreendedores", afirmou Carlos Moedas. Por experiência própria, o comissário europeu destacou a motivação associada a estes prémios: "Sei o que é ser empreendedor. É estar sozinho, é difícil. Ser empreendedor é enfrentar tudo contra tudo e contra todos. Mas se conseguirmos, alcançamos algo que outros não conseguem".

Carlos Moedas sublinha ainda que nesta geração já não há um ceticismo tão forte em relação ao empreendedorismo e recorda o seu arranque como empreendedor: "O meu primeiro choque foi a minha família. A minha mãe me perguntou 'o que é que eu ia fazer'. Esta geração já não sente tanto isso".

Segundo o comissário europeu, a motivação principal do empreendedor não é o dinheiro, mas sim ter um "selo europeu". "As redes de conhecimento são o mais importante e levam-nos para outro patamar. O mundo hoje é de criação de redes contínuas. Aquilo que estão (os empreendedores) a começar aqui hoje é um caminho numa união europeia que quer mais inovação, mais empreendedorismo", acrescenta, rematando: "Aquilo de que mais me arrependi foi dos riscos que não tomei".

Para Graça Fonseca, secretária de Estado adjunta e da Modernização Administrativa, para promover o empreendedorismo é preciso falar, ouvir e ver. "É preciso criar algo para um problema, uma necessidade que esteja identificada, que faça falta. Sair da nossa bolha", referiu esta terça-feira.

Dando como exemplos projetos públicos como o Simplex ou o orçamento participativo do Estado - "em que perguntámos às pessoas o que fariam com 3 milhões de euros" -, a secretária de Estado diz que o mais importante é pensar em algo novo. "Mas para isso é preciso ir, ouvir, falar e identificar problemas".

Graça Fonseca reconhece que o ecossistema empreendedor tem estado muito afastado do Estado. "Mas é preciso mudar. O sector público é o melhor para testar produtos e serviços. É grande e não é grande coisa a esse nível. Se uma ideia, um projeto sobrevive no sector público, sobrevive em qualquer grande empresa", destaca.

"Isto é importante porque é assim que se faz magia, mas também porque aproximar os jovens empreendedores do Estado contribui para haja confiança. Essa confiança tem de existir", acredita a governante.

Entre os 16 projetos finalistas que concorreram, foram vencedores o Easy Blood Crossmatch, na categoria de projetos nascentes, e o Trigger Systems, na categoria de projetos consolidados.

O primeiro baseia-se numa tecnologia que permite um teste rápido e seguro de compatibilidade do sangue, fundamental para acelerar os procedimentos médicos em situações de emergência hospitalar.

O segundo desenvolveu uma plataforma web que permite o controlo remoto, automático e inteligente de sistemas de rega, que leva a poupanças e contribui para a otimização de processos.