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O milagre de juntar todos nos Caminhos de Fátima

Turismo de Portugal está a criar uma plataforma em várias línguas e a unificar os cerca de mil quilómetros de percursos para fazer a pé de vários pontos do país

Com a visibilidade conquistada pela vinda do Papa Francisco a Portugal, os Caminhos de Fátima passaram a ser o novo trunfo para promover Portugal no exterior, em ligação também aos Caminhos de Santiago, que o Governo quer promover juntamente com Espanha. O Turismo de Portugal vai lançar no segundo semestre uma plataforma online com todos os percursos que se podem fazer de diferentes pontos do país, que passam a estar georreferenciados, ter pontos de apoio e sinalética uniforme, identificando ainda o património que se pode ver nas diferentes etapas.

O ponto de partida são os cerca de mil quilómetros de caminhos para ir a pé até Fátima, o mais possível fora das estradas principais, identificados pelo Centro Nacional de Cultura nos anos 90 (ver infografia ao lado): o Caminho do Tejo desde Lisboa (149,5 km), o caminho do Norte desde o Porto, e que em sentido contrário prossegue para Santiago de Compostela (ao todo 468 km), o Caminho Poente desde a Nazaré (52 km), o Caminho Nascente desde Tomar (29 km) e o Caminho do Mar desde Cascais (150 km). Estes caminhos têm sido ativamente trabalhados por organizações de apoio a peregrinos, com destaque para a Associação de Amigos dos Caminhos de Fátima, cujo site tem informação detalhada sobre os percursos e as diferentes etapas, além dos albergues disponíveis (www.caminho.com.pt). A estes, juntam-se dezenas de outros percursos entretanto criados por câmaras e várias entidades. “Faltava aqui uma coordenação enquanto projeto nacional, ter uma marca única e uma imagem uniforme, além de uma plataforma online para poderem ser promovidos a nível internacional”, refere Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do turismo.

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