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A nova estrela (chinesa) dos telemóveis

Richard Yu, administrador-executivo da área de consumo da Huawei, na apresentação do modelo P10 durante a Mobile World Congress em Barcelona

PAUL HANNA/Reuters

Mercado português cresceu 2% em 2016 em contraciclo com a média europeia. Huawei é a mais beneficiada

João Ramos

João Ramos

Jornalista

As vendas de telemóveis estão a subir em Portugal e a baixar a nível europeu. Segundo dados da consultora IDC, em 2016 venderam-se 3 milhões de telemóveis em Portugal, um ligeiro crescimento de 2% face a 2015, quando no mercado europeu houve uma retração, em média, de 8%. O painel da empresa de estudos de mercado GfK vai mais longe e indica que no ano passado as vendas destes equipamentos em Portugal cresceram 6,7%, com especial incidência na época do Natal (mais 13% no último trimestre). A diferença entre os dois indicadores resulta do facto de a IDC acompanhar as vendas dos fabricantes aos diferentes canais de mercado (cadeias de retalho, operadores de telecomunicações e o canal internet), enquanto a GfK regista as que são feitas aos consumidores finais.

Além de refletir recuperação de poder de compra e aumento da confiança dos portugueses, este aumento de vendas de equipamentos móveis é também explicado pelo facto de haver um número significativo de pessoas que está a migrar dos velhos telemóveis para os telefones inteligentes (smartphones), que têm ecrã tátil e já permitem aceder à internet). Mesmo assim, o mercado português está um passo atrás face à média europeia, já que em 2016 os smartphones representaram 81% das vendas totais de telefones móveis segundo a IDC (a GfK aponta para 86%), quando na Europa eram 90%. Ou seja, no ano passado foram vendidos em Portugal perto de 570 mil telemóveis tradicionais. E há outro indicador que não deixa dúvidas sobre o menor poder de compra dos portugueses: o preço médio dos smartphones vendidos no ano passado em Portugal foi de €270, quando na Europa foi €410.

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