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Queda da produção hidroelétrica penaliza lucro da EDP

Luís Barra

Resultado da EDP caiu 18% no primeiro trimestre, para 215 milhões de euros, penalizado pela descida acentuada na produção das barragens e por um aumento do custo de compra da energia no mercado

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O lucro da EDP no primeiro trimestre deste ano caiu 18%, para 215 milhões de euros, numa variação influenciada principalmente pela queda da produção hidroelétrica, informou o grupo presidido por António Mexia.

Com um recurso hídrico menor que no ano passado, a produção das barragens da EDP baixou e, em paralelo, o preço da energia no mercado grossista aumentou, o que levou o grupo a registar custos mais elevados na compra de eletricidade para fornecimento aos seus clientes.

Os preços grossistas de eletricidade no mercado ibérico dispararam de 36 euros por megawatt hora (MWh) no primeiro trimestre de 2016 para 56 euros no mesmo período de 2017 e isso traduziu-se, segundo a EDP, na "extinção dos ganhos com a gestão de energia".

Com a sua margem bruta a encolher 2% e os custos operacionais a subir 23%, o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) baixou 11%, para 1011 milhões de euros. Numa base ajustada (sem fatores não recorrentes), o EBITDA baixou 5%.

Outra evolução teve a dívida líquida do grupo, que voltou a crescer, passando de 15.923 milhões de euros em dezembro para 16.047 milhões em março.