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Portugueses ganharam €20.000 por hora a hospedarem nas suas casas

Foto Gonçalo Rosa da Silva

Hospedagem via Airbnb deu a ganhar num ano cerca de €170 milhões aos proprietários. Hóspedes gastaram mais 904 milhões (€100 mil por hora) nas cidades que visitaram, além do despendido nestes alojamentos. Lisboa representa quase metade

É a primeira vez que a Airbnb quantifica o impacto económico da sua operação em Portugal inteiro - que atingiu 1.070 milhões de euros em 2016 segundo as contas daquela plataforma mundial de reservas de alojamento, o que inclui todo o dinheiro ganho pelos proprietários das casas mais o que estes turistas deixaram no destino.

Ao todo, os proprietários portugueses receberam no ano passado 166 milhões de euros com os 1,6 milhões de hóspedes Airbnb, o que significa que ganharam com esta atividade cerca de 20 mil euros por hora (18.95 mil euros, mais exatamente) e quase meio milhão de euros por dia (contas feitas, 454.795 euros).

Foto Lucília Monteiro

Considerando todo o impacto económico gerado no destino, agora quantificado pela plataforma de reservas, Portugal ganhou no ano passado três milhões de euros por dia com os turistas que chegaram via Airbnb.

Ao todo, houve 31.700 proprietários nacionais a receber turistas através da Airbnb, e segundo a plataforma mundial de reservas o rendimento anual de um “anfitrião típico” é da ordem dos 3.600 euros.

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O destaque vai para Lisboa, onde proprietários de casas ganharam no ano passado 72 milhões de euros com um total de 718 mil hóspedes Airbnb, que quantifica os gastos totais destes turistas na cidade em 404 milhões de euros.

A Airbnb pagou no ano passado à Câmara Municipal de Lisboa 1.740 milhões de euros em taxas de dormidas e, sinal do crescimento turístico, o pagamento destas taxas no primeiro trimestre de 2017 já vai em 1.100 milhões de euros. A 'comunidade Airbnb' gerou em Lisboa uma atividade económica de 476 milhões de euros em 2016, quase o dobro dos 267,7 milhões de euros do ano anterior.

Também as reservas dos portugueses na Airbnb tiveram no ano passado um crescimento explosivo, atingindo 264 mil, quase o dobro das 133 mil reservas de nacionais nesta plataforma registadas em 2015.

Portugueses viajam mais, mas a maioria não paga alojamento

As viagens turísticas dos portugueses subiram 6,2%, para 4,4 milhões, no último trimestre do ano passado, em 90% dos casos dentro do próprio país, com a esmagadora maioria (85,7 %) a ficar em “alojamento particular gratuito”, segundo os últimos dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Trata-se de segundas residências, casas de familiares e de amigos ou outras modalidades que não envolvem gastos de pernoitas, como autocaravanas ou tendas fora de parques de campismo.

As viagens dos portugueses ao estrangeiro registaram também um aumento, embora menor, de 5,8% no último trimestre de 2016 segundo o INE.

Do total de 20 milhões de viagens realizadas pelos portugueses em 2016, a principal motivação foi a “visita a familiares e amigos”, representando 44% dos casos, seguindo-se “lazer, recreio ou férias”, o que totalizou 8,8 milhões de viagens.