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Lucro da Galp no primeiro trimestre baixou 13%

Carlos Gomes da Silva, presidente-executivo da Galp

Pedro Patrício

A petrolífera lucrou 99 milhões de euros no primeiro trimestre, com uma redução face ao mesmo período do ano passado, apesar do crescimento verificado nos ganhos operacionais na produção de petróleo

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Galp Energia obteve no primeiro trimestre deste ano um resultado líquido positivo de 99 milhões de euros, menos 13% do que em igual período do ano passado, informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A petrolífera até teve um crescimento significativo nos ganhos operacionais, com o resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (EBITDA) a crescer 43%, para 419 milhões de euros. No entanto, o crescimento dos encargos com depreciações e amortizações e a subida acentuada nos impostos (incluindo os pagos na produção de petróleo no Brasil e em Angola) acabaram por penalizar o resultado líquido da Galp.

Os maiores contributos para os ganhos do grupo vieram dos negócios de produção de petróleo e de refinação e distribuição, com a área de gás e eletricidade a dar um contributo mais residual.

A empresa contabilizou no primeiro trimestre um investimento de 227 milhões de euros, menos 34% do que no mesmo período de 2016. Já a dívida líquida baixou 23%, para 1895 milhões de euros. Descontando o valor do empréstimo que a Galp concedeu à Sinopec (sua parceira no Brasil), a dívida líquida ajustada da Galp é de 1333 milhões está 28% abaixo do que se verificava há um ano.

No primeiro trimestre a Galp vendeu uma média diária de 86,2 mil barris de petróleo (dos quais 6,9 mil em Angola e 79,3 mil barris diários no Brasil), tendo o seu preço médio de venda ficado em 45,4 dólares por barril, acima dos 42,1 dólares do quarto trimestre de 2016 e dos 26,2 dólares por barril faturados no primeiro trimestre do ano passado.