Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Maiores bancos cobram mais €38,5 milhões em comissões

CGD, BCP, BPI e Santander Totta cobraram €1372 milhões em 2016. Banco de Portugal vai apresentar um comparador de preços

Navegar nos preçários dos bancos não é para todos. Aliás, é para poucos. São dezenas de opções e de produtos, cada um com as suas características, enchendo centenas de páginas. No caso do Novo Banco, o preçário atualmente em vigor chega às 191. Entre comissões e anuidades crescentes e isenções cada vez mais condicionadas, comparar custos para fazer as melhores escolhas é um processo kafkiano. Ou uma verdadeira missão impossível. Transparência é uma palavra que não combina com análise de preços na banca.

Mas esta situação está prestes a mudar. O Expresso sabe que o Banco de Portugal se prepara para apresentar um comparador de comissões praticadas pelos bancos, facilitando a tarefa aos clientes na comparação de preços. Um protótipo está já em fase de testes pelo supervisor. Portugal vai assim por fim cumprir a legislação europeia referente à transposição da diretiva sobre comissões bancárias. Um processo que já devia ter terminado em setembro do ano passado.

Certo é que os custos associados a ter uma conta bancária à ordem têm vindo a aumentar. Pressionados pela redução da margem financeira, fruto da queda histórica das taxas de juro — as taxas Euribor, principal referência no mercado, estão mesmo em valores negativos há largos meses —, os bancos têm-se virado para as comissões como fonte de receita. Sinal disso, em 2016, o total das comissões líquidas cobradas por quatro dos maiores bancos do sistema financeiro português (Caixa Geral de Depósitos, Millennium BCP, BPI e Santander Totta) aumentou €38,5 milhões (mais 3%), para €1372 milhões. “Os bancos estão a procurar nas comissões novas fontes de receitas”, alerta Nuno Rico, economista da DECO PROTESTE.

Leia mais na edição deste fim de semana