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BCE não mexe na política monetária expansionista

reuters

Reunião do conselho em Frankfurt chefiada por Mario Draghi não sobe taxas de juro nem altera programa de compra de ativos até final de dezembro deste ano. Atenção dos analistas vira-se para conferência de imprensa do presidente do BCE pelas 13h30

O Conselho do Banco Central Europeu (BCE) decidiu na reunião desta quinta-feira não alterar o quadro de taxas de juro para a zona euro nem mexer na política de quantitative easing.

Segundo o comunicado divulgado em Frankfurt, a taxa de juro aplicável às operações principais de refinanciamento e as taxas de juro aplicáveis à facilidade permanente de cedência de liquidez e à remuneração de depósitos dos bancos permanecerão inalteradas em 0,00%, 0,25% e -0,40% (valor negativo), respetivamente.

"O Conselho do BCE continua a esperar que as taxas de juro diretoras do BCE permaneçam nos níveis atuais ou em níveis inferiores durante um período alargado e muito para além do horizonte das compras líquidas de ativos", refere o BCE.

No que respeita às medidas de política monetária não convencionais, a reunião de hoje confirmou que o BCE "pretende que as compras líquidas de ativos, ao novo ritmo mensal de €60 mil milhões [a partir de 1 de abril], prossigam até ao final de dezembro de 2017, ou até mais tarde, se necessário, e, em qualquer caso, até que o Conselho do BCE considere que se verifica um ajustamento sustentado da trajetória de inflação, compatível com o seu objetivo para a inflação". "Se as perspetivas passarem a ser menos favoráveis ou se as condições financeiras deixarem de ser consistentes com uma evolução no sentido de um ajustamento sustentado da trajetória de inflação, o Conselho do BCE está preparado para aumentar o volume e/ou a duração do programa", acrescenta o comunicado.

Mario Draghi, o presidente do banco central, exporá as razões que determinaram estas decisões numa conferência de imprensa a realizar hoje às 13h30 (hora de Portugal).

  • Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos desceram esta quinta-feira para perto de 3,5% a uma hora de serem conhecidas as decisões da reunião do BCE. Portugal e Grécia são os dois periféricos que estão a beneficiar mais no mercado secundário do efeito Macron, da manutenção da política do BCE e do sentimento económico na zona euro estar em máximo de 10 anos