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Wall Street abre em terreno positivo, à espera de Plano fiscal de Trump

As bolsas de Nova Iorque abriram esta quarta-feira um pouco acima da linha de água. Na Europa, a situação é mista. Efeito Macron passou e investidores aguardam, agora, divulgação dos princípios da reforma tributária da nova Administração norte-americana

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas de Nova Iorque abriram ligeiramente acima da linha de água, no dia em que se aguarda que o secretário do Tesouro norte-americano divulgue a “lista de princípios” da reforma fiscal advogada pela nova Administração Trump.

Depois de ganhos de 0,6% na terça-feira e de mais de 1% na segunda-feira no índice global MSCI para os Estados Unidos, em virtude do efeito Macron, os principais índices de Wall Street e no Nasdaq registam, na abertura, ganhos muito modestos. O Dow Jones 30 e o S&P 500 abriram a subir 0,08% e o Nasdaq avançou 0,1%.

Na Europa, a situação é “mista”, mas a maioria das principais praças financeiras está no vermelho. O índice Eurostoxx 50, das cinquenta principais cotadas da zona euro, perdia 0,15%, quando Nova Iorque abriu às 14h30 (hora de Portugal). Em Lisboa, o índice PSI 20 está a registar ganhos, de 0,2%.

Perdeu gás o efeito Macron, derivado do candidato independente com o referido apelido ter ficado em primeiro lugar na primeira volta das eleições presidenciais em França no domingo.

Os investidores centram esta quarta-feira a atenção na divulgação em Washington das linhas de orientação da reforma tributária que a Administração Trump pretende negociar no Congresso. Os analistas chamam a atenção para sete pontos a serem seguidos de perto quando Steven Mnuchin, o secretário do Tesouro, anunciar o plano ao final da manhã (em Washington).

Os sete temas a seguir apontados pelos analistas são os seguintes: 1) Descida substancial do IRC de 35% para 15%; 2) Descida para 15% do IRS sobre os empresários que detêm empresas em nome individual (e que abrangem áreas como fundos de alto risco, pequenos e médios negócios familiares, escritórios de advogados e imobiliário); 3) Descida do imposto máximo no IRS de 39,6% para 37%; 4) Descida do imposto sobre repatriação de lucros de 35% para 10%; 5) Não especificação de nenhum imposto aduaneiro; opção por uma tributação das importações na base da “reciprocidade” com os parceiros comerciais; 6) avaliação da neutralidade orçamental do plano de cortes de impostos; 7) Nenhuma referência ao programa de investimentos em infraestruturas que Trump associou à reforma tributária durante a campanha eleitoral das presidenciais.