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Bolsa negoceia em máximos, mas Pharol cai mais de 4%

Performance positiva contraria a tendência negativa das restantes bolsas europeias

A bolsa de Lisboa estava esta quarta-feira em alta, com o principal indicador, PSI20, a subir para máximos dos últimos seis meses e com as ações da Pharol a caírem 4,23% para 0,272 euros.

Cerca das 09:10 em Lisboa, o PSI20 - que desde 20 de março passou de 17 para 19 títulos -, estava a subir 0,22% para 5.057,07 pontos, com 12 'papéis' a valorizarem-se e sete a descerem.

As ações da Mota-Engil, NOS e Sonae eram as que mais subiam, estando a valorizar-se 0,83% para 2,198 euros, 0,63% para 5,303 euros e 0,54% para 0,936 euros, respetivamente.

Em sentido inverso, além das ações da Pharol, que lideravam as perdas, as da Caixa Económica Montepio Geral e do BCP estavam a cair 1,68% para 0,41 euros e 0,63% para 0,205 euros.

A empresa de restauração Ibersol e a tecnológica Novabase passaram a negociar em 20 de março no índice de referência da bolsa portuguesa, o PSI20, que assim passou a contar com 19 empresas.

O regresso das duas empresas à 'primeira liga' da bolsa portuguesa foi decidido pela Euronext Lisboa, no âmbito da revisão anual do índice.

Desde 10 de fevereiro que o PSI20 integrava apenas 17 empresas, depois da saída do BPI, que na sequência da Oferta Pública de Aquisição (OPA) deixou de cumprir o requisito do capital disperso em bolsa, com o controlo de 84% pelo CaixaBank.

O PSI20 está sem as 20 cotadas desde o verão de 2014, altura em que saíram o BES e o ESFG - Espírito Santo Financial Group.

Na Europa, as principais bolsas estavam hoje em baixa, com os investidores pendentes da reunião do Banco Central Europeu (BCE) na próxima quinta-feira, depois dos fortes ganhos registados na segunda-feira sustentados pelo otimismo dos mercados perante a possibilidade do europeísta Emmanuel Macron ganhar a segunda volta das eleições presidenciais francesas.

Além de animados com a possibilidade de Emmanuel Macron vencer Marine Le Pen na segunda volta marcada para 07 de maio, os mercados festejaram o facto de a frente republicana se ter imposto contra a política de extrema-direita, ao aconselhar a votação a favor de Macron, o ex-ministro da Economia socialista que ganhou a primeira volta no domingo.

As últimas sondagens apontam para que na segunda volta Macron ganhe as eleições, com cerca de 60% dos votos, contra Le Pen, com 40%.

Le Pen propõe a saída da França da zona euro e a realização de um referendo sobre o 'Frexit', saída da França da União Europeia.

Em Nova Iorque, a bolsa em Wall Street fechou na terça-feira com o Dow Jones a subir 1,12% para 20.996,12 pontos, depois de em 01 de março ter terminado a subir para o atual máximo desde que foi criado em 1896, de 21.115,55 pontos.

A nível cambial, o euro abriu em alta no mercado de divisas de Frankfurt, a subir para 1,0946 dólares, contra 1,0921 na terça-feira.

O barril de petróleo Brent, para entrega em junho, abriu hoje em baixa, a cotar-se a 52,06 dólares no Intercontinental Exchange Futures (ICE) de Londres, menos 0,24% do que no encerramento da sessão anterior.