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Macron 'aqueceu' mercados financeiros. Grécia e Portugal lideraram quedas nos juros da dívida

Vaga otimista dominou esta segunda-feira. Bolsas de Milão e Paris lideraram ganhos no mundo com subidas acima de 4%. Wall Street fechou a subir 1%. Juros das obrigações portuguesas a 10 anos desceram para mínimos de dezembro

Jorge Nascimento Rodrigues

Uma onda otimista dominou esta segunda-feira os mercados financeiros na sequência de Emmanuel Macron ter sido o mais votado na primeira volta das eleições presidenciais em França no domingo e das sondagens apontarem para vencer Marine Le Pen na segunda volta a 7 de maio. Macron é encarado nos meios financeiros da Europa como um sólido candidato pró-euro e entre os analistas além-Atlântico é referido como o candidato da globalização.

O efeito Macron provocou um aquecimento das bolsas europeias, com Milão e Paris a liderarem as subidas à escala mundial. O índice MIB italiano fechou a sessão a ganhar 4,8% e o índice CAC 40 francês avançou 4,1%. O índice Eurostoxx 50, das cinquenta principais cotadas da zona euro, registou uma subida de 3,9%.

Na Ásia, a sessão foi também de ganhos, com exceção das duas bolsas chinesas que fecharam no vermelho, em virtude de aperto na regulação por parte das autoridades de Pequim. Em Wall Street, os dois principais índices bolsistas nova-iorquinos fecharam ligeiramente acima de 1%.

A outra dimensão do efeito Macron foi o impacto positivo no mercado da dívida soberana. As yields dos títulos de dívida a 10 anos dos periféricos e da Bélgica e França desceram esta segunda-feira, enquanto as taxas para a dívida alemã, tida como refúgio, e de outras economias do centro subiram. As yields para as Bunds (obrigações alemãs) subiram oito pontos base fechando em 0,33%. A maior subida na Europa registou-se com as taxas para as obrigações austríacas, que passaram de 0,47% na sexta-feira para 0,63% esta segunda-feira.

As maiores descidas registaram-se com as yields das obrigações gregas e portuguesas. O efeito Macron beneficiou mais estes dois periféricos do que os restantes. No prazo a 10 anos, as taxas desceram esta segunda-feira 25 pontos base para a dívida grega e 22 pontos base para a dívida portuguesa. As yields para as Obrigações do Tesouro português a 10 anos caíram para 3,55%, o nível mais baixo desde o início de dezembro do ano passado e já distante de 4,227% pago pelo Tesouro aquando da operação de sindicação de lançamento dessa linha de OT em janeiro. A terceira maior descida registou-se com França, onde a taxa desceu de 0,88% na sexta-feira para 0,77% esta segunda-feira.