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Conheça o vinho verde 2.0 e os melhores verdes de 2017

Em 2016, as exportações de vinho verde somaram 59,8 milhões de euros

D.R.

Depois de bater o 12º recorde consecutivo na exportação, o vinho verde aposta todos os trunfos na sua valorização

A Comissão de Viticultura da Região dos Vinhos Verdes (CVRVV) quer pôr na moda "o vinho verde 2.0", um novo conceito assente na promoção de algumas castas e subregiões a par da valorização do produto."Temos tido muito sucesso nas exportações, onde estamos a bater recordes consecutivos desde 2004. Agora temos de crescer em valor", explica Manuel Pinheiro, presidente da CVRVV. na sexta-feira, dia em que a região premiou os seus melhores vinhos para este ano, incluindo os cinco "Best of" que vão ser os embaixadores do Verde nas ações de promoção externa.

Este trabalho à volta do conceito "Vinho Verde 2.0" procura dar mais um passo na afirmação da região tendo como pilares as castas Alvarinho, Loureiro e Avesso e subregiões como Monção e Melgaço. O objetivo é dar gás ao preço médio por litro, atualmente nos 2,2 euros na exportação, de acordo com dados do INE - Instituto Nacional de Estatística, e continuar a alimentar a ambição da região "superar-se a si própria, a cada ano".

"A região tem tido sucesso na promoção do vinho verde como marca, como provam os 12 recordes consecutivos registados nos mercados internacionais. Não tem stocks, apesar do esforço que tem sido feito na renovação de vinhas (700 hectares em 2016). Tem tido um crescimento paralelo em volume e em valor. Agora tem de conseguir valorizar os seus vinhos", defende Manuel Pinheiro que viu as exportações do vinho verde cresceram quase 10% em 2016, para 59,8 milhões de euros e 25.732.450 litros.

EUA na liderança

São números que contrastam com os 23 milhões de euros e 10,9 milhões de litros exportados pela região 10 anos antes e refletem o domínio do mercado americano, com 13,3 milhões de euros, seguido da Alemanha (12,4 milhões) e França (6,9 milhões), num conjunto de 107 destinos.

Mas um dos destaques de Manuel Pinheiro vai para o Japão, país de onde acaba de regressar com um grupo de 30 empresas que participaram na feira Wine & Gourmet e ocupa o 15º lugar no ranking dos clientes do vinho verde, depois de crescer 10% em volume (272 mil litros) e 20% em valor (726 mil euros) no ano passado.

Quanto ao mercado nacional, que vale um pouco mais de 50% das vendas, a tendência é "de estabilidade e consolidação", comenta Manuel Pinheiro, referindo um crescimento de 2,2% no ano passado.

Outro destaque do presidente da CVRVV é o facto de 60% dos vinhos tranquilos (excluindo os vinhos licorosos como o Porto e o Madeira) vendidos por Portugal para os Estados Unidos serem vinhos verdes.

No "Best Of Vinho Verde 2017", em que o Alvarinho fez o pleno, estão: Deu-La-Deu Alvarinho 2016, Quinta de Linhares Avesso 2016; Messala Alvarinho 2016, Castros de Paderne Alvarinho 2012 e Quinta das Pereirinhas Superior Alvarinho 2016.

Na cerimónia de entrega dos prémios que decorreu na sexta-feira no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões, foram, também, distinguidas 25 colheitas para as categorias de Ouro e Prata, entre 250 referências a concurso. Pela primeira vez a região premiou, também, as melhores explorações de vinha: Quinta de Azevedo (Lamas,Barcelos), Quinta de Corutelo (Freixo, Ponte de Lima), Quinta D´Amares (Rendufe, Amares) e Quinta da Pousada (Bairro, Vila Nova de Famalicão).