Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Os 5 princípios de Vítor Gaspar

ALBERTO FRIAS

O atual diretor do FMI responsável pelo relatório Fiscal Monitor apresentou esta quarta-feira em Washington os princípios básicos de política orçamental: contracíclica; amiga do crescimento; inclusiva; sustentada na capacidade fiscal; e conduzida com prudência

Jorge Nascimento Rodrigues

A “principal mensagem do ‘Fiscal Monitor’ deste ano são os cinco princípios orientadores da política orçamental”, disse esta quarta-feira em Washington Vítor Gaspar, o ex-ministro das Finanças português, atual diretor do Departamento de Assuntos Orçamentais do Fundo Monetário Internacional (FMI). Gaspar é o responsável pela publicação do Fiscal Monitor (FM), um dos três documentos fundamentais que o Fundo publica para as suas assembleias semestrais.

Os cinco princípios de boa política orçamental são os seguintes: ser contracíclica, amiga do crescimento, inclusiva, suportada pela real capacidade fiscal, e conduzida com prudência, repetiu Gaspar no início e na conclusão da sua intervenção de apresentação do FM.

O FMI destacou inclusive, este ano, no seu World Economic Outlook, que os diretores do Fundo concordaram em que, “como princípio geral, a política orçamental deve ser contracíclica, amiga do crescimento, promovendo a inclusão, e ancorada num quadro credível de médio prazo que garanta a sustentabilidade da dívida”.

Sobre o tema da inclusão, Gaspar referiu que o FMI está a estudar o problema da desigualdade que aumentou tanto nas economias desenvolvidas como nas maiores economias emergentes. Um estudo do FMI, divulgado por Gaspar, revela que, numa amostra de 19 economias desenvolvidas, emergentes e em desenvolvimento, apenas três registaram uma diminuição da desigualdade entre 1985 e 2015 - o Brasil, a França e a Coreia do Sul. Em todas as outras, houve um aumento, com a China a destacar-se como líder do agravamento da desigualdade, seguida da Rússia e da Índia.

Vítor Gaspar adiantou que o próximo Fiscal Monitor no outono será dedicado a políticas fiscais inclusivas.

  • FMI diz que banca portuguesa e italiana são o elo mais fraco da zona euro

    Crédito malparado, dimensão excessiva, exposição à dívida pública e necessidade de alterar os modelos de negócio são os problemas apontados por relatório do FMI divulgado esta quarta-feira. Malparado em Portugal está acima de 12%. Alerta acontece um dia depois de o fundo ter revisto em alta o crescimento da economia portuguesa