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Catroga diz que recondução de Mexia na EDP é “uma questão prematura”

António Mexia, presidente da EDP

António Pedro Ferreira

O presidente executivo da EDP, António Mexia, está disposto a ficar mais três anos na empresa, cujas contas anuais foram esta quarta-feira aprovadas com mais de 99% de votos favoráveis

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente do Conselho Geral e de Supervisão da EDP, Eduardo Catroga, classifica como "prematura" a questão sobre a recondução de António Mexia como presidente executivo da empresa para mais três anos, já que essa decisão apenas terá de ser tomada no início do próximo ano.

"Não faz parte do conjunto das nossas preocupações", declarou Catroga a propósito da eventual renovação de Mexia, que já lidera a EDP desde 2006 e que recentemente, em entrevista ao Dinheiro Vivo e à TSF mostrou interesse em continuar na empresa pelo menos mais três anos.

Esta quarta-feira, após a assembleia geral de acionistas que aprovou as contas de 2016 com mais de 99% de votos favoráveis, Mexia também desvalorizou o assunto, comentando que o seu compromisso com a empresa é "diário".

Catroga disse ainda que hoje a EDP tem "um conjunto de acionistas estável e coerente". E eles têm entre si "uma sintonia" que, disse o chairman da empresa, é um ponto forte para o grupo.

Questionado sobre a avaliação que a EDP fez da EDP Renováveis na oferta de aquisição lançada sobre esta última (na qual já detém 77,5%), Mexia foi parco em comentários. A oferta, no valor de 6,8 euros por ação (abaixo dos 8 euros pagos pelos acionistas na entrada em bolsa da EDP Renováveis), tem implícita uma avaliação da capacidade instalada da empresa (em megawatts) que fica 35% abaixo do múltiplo implícito na última venda de ativos eólicos à China Three Gorges (maior acionista da EDP), como o Expresso já escreveu.

"Os ativos não são os mesmos. Esse múltiplo não faz sentido", afirmou Mexia, reiterando a "bondade" da oferta lançada no mês passado, e que aguarda ainda a publicação de prospeto. O gestor não quis fazer mais comentários sobre a operação nem sobre as críticas de que a contrapartida para os acionistas da EDP Renováveis é reduzida.