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Previsões do Governo para 2017 são “prováveis”, mas para 2018-2021 há “risco assinalável”

Teodora Cardoso preside ao Conselho de Finanças Públicas

Alberto Frias

Parecer do Conselho das Finanças Públicas sobre o cenário macroeconómico subjacente ao Programa de Estabilidade apresentado pelo Governo considera as previsões para 2017 como “prováveis. Mas aponta “risco assinalável nas previsões para o período de 2018 a 2021

"Prováveis". É assim que o Conselho das Finanças Públicas (CFP) classifica as previsões efetuadas pelo governo no Programa de Estabilidade.

No parecer sobre o cenário macroeconómico subjacente ao programa, divulgado esta terça-feira, a instituição liderada por Tedodora Cardoso aponta que "as previsões efetuadas para 2017 afiguram-se como prováveis, tendo em conta a informação disponível, podendo mesmo a previsão oficial para o consumo privado ser considerada prudente".

Em síntese, o CFP considera que, "de uma forma geral o cenário macroeconómico apresentado pelo Ministério das Finanças para o período 2017-2021 apresenta uma composição do crescimento assente no dinamismo do investimento e das exportações que, a concretizar-se, se afigura como a mais adequada para a sustentabilidade do crescimento da economia portuguesa".

Contudo, a instituição aponta reservas em relação às previsões do governo para o período entre 2018 e 2021: "O conhecimento incompleto das medidas que fundamentem o redirecionamento da Formação Bruta de Capital Fixo e a moderação do consumo privado face ao aumento do rendimento disponível sugere um risco para a composição do crescimento, de que depende a sua sustentabilidade".

Risco que o CFP considera "particularmente assinalável" no que respeita ao contributo positivo da procura externa líquida em todo o horizonte de previsão. Isto porque "na ausência de ganhos de termos de troca, tem de assentar em ganhos permanentes de quota de mercado, e/ou numa evolução contida das importações".