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Como vai o turismo? Continua a crescer, mas desacelerou em fevereiro, diz o INE

Fevereiro fechou com 1,1 milhões de hóspedes e 2,8 milhões de dormidas em Portugal. Os brasileiros protagonizam a maior subida

A hotelaria portuguesa registou 1,1 milhões de hóspedes e 2,8 milhões de dormidas em fevereiro.São números que representam aumentos de 8,6% e 7,9%, respetivamente, face ao mesmo mês de 2016, mas refletem uma desaceleração relativamente a janeiro, que fechou com crescimentos de 13,8% e 12,7% face ao ano anterior, indica o INE- Instituto Nacional de Estatística.

Juntando os dois primeiros meses do ano, o balanço traduz crescimentos de 11% no número de hóspedes e de 10% nas dormidas.

Os dados relativos à atividade turística nacional mostram que as dormidas em hotéis (70,4% do total) cresceram 10,7%, enquanto o aumento nas Pousadas foi de 14,1% e nos hotéis-apartamentos ficou nos 8,9%.

O desempenho de fevereiro teve como principal motor as dormidas de estrangeiros (1,9 milhões), responsáveis por 81,3% do aumento total das dormidas. No entanto, este indicador registou um crescimento de 9,2% em fevereiro, contra 18,2% em janeiro.

No mercado interno, o crescimento foi de 4,8%, "acelerando após três meses consecutivos de desaceleração", sublinha o INE.

Brasil é o mercado que cresce mais

A estada média (2,56 noites) caiu 0,7% e, nos proveitos (136,8 milhões de euros) verificou-se um abrandamento do crescimento, para os 14,4% contra os 18,3% registados no mês anterior.

O Reino Unido, principal mercado emissor, com uma quota de 21,3% dos turistas em Portugal, contribuiu com um aumento de 5,6% para o crescimento das dormidas. Os hóspedes franceses aumentaram 14,2% e passaram a representar 8,3% do total, enquanto os alemães (10,5%) registaram um queda de 0,4% em fevereiro.

Entre os mercados com maior crescimento, os destaques de fevereiro vão para o Brasil, (35,2%), Polónia (30,3%), EUA (17,1%) e Irlanda (16,0%).

Na análise por regiões, a evolução positiva atravessa o país, mas os Açores protagonizaram a maior subida (14,3%), seguidos da Área Metropolitana de Lisboa (13,0%).