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“É tudo a mesma coisa”

Dúvidas levam clientes aos balcões do Montepio e alguns optam mesmo por sair da associação ou até do próprio banco 


FOTO Luís Barra

Confusão Balcões do Montepio vendem produtos da Mútua como se fossem iguais aos do banco

A temperatura é fresca e contrasta com o calor sentido no exterior. O silêncio é idêntico ao de balcões de outros bancos em Portugal que, ano após ano, foram ficando vazios.

Logo à entrada, num balcão do Caixa Económica Montepio Geral (CEMG), a voz de uma cliente marca o tom do sentimento atual em torno da instituição e do sector bancário: “Quem se lixa é o mexilhão!”. Reclamava por ter de pagar €10 para ter uma nova caderneta. “Quero levantar o meu dinheiro e não consigo. Acho isto estranho, nunca me aconteceu”, queixa-se. “Agora tenho de pagar para levantar o dinheiro que é meu?”, questiona num tom exaltado. Os dois funcionários presentes demonstram uma calma resiliente. Sentada numa cadeira, outra cliente acaba de ser atendida. Chegada a nossa vez, fazemos a primeira pergunta: o que é preciso para abrir conta no banco? A resposta do funcionário é igual à que é dada pelos colegas de mais de uma dezena de balcões do Montepio, visitados por jornalistas do Expresso, nas grandes áreas de Lisboa e do Porto (ver caixa). Até aqui tudo bem. Todos dão a mesma informação. Também todos explicam que o CEMG e a Associação Mutualista Montepio (AMM), dona do banco, são entidades diferentes. Mas a partir daqui as explicações variam, nomeadamente em relação aos produtos do banco e da associação. E são três as versões. Numa, os produtos são todos iguais. Noutra, os do banco e os da mutualista são diferentes. A terceira versão é um híbrido das anteriores, com explicações vagas que deixam dúvidas sobre as respetivas características e garantias. E há também confusão entre ser-se associado do banco ou da mútua.

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