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As aldeias são as novas terras de oportunidades

FOTO José Caria

Revitalização Com o crescimento turístico a chegar ao interior, os negócios prosperam nas Aldeias do Xisto, aquecidos por fundos europeus. Novos residentes são sobretudo estrangeiros: no concelho de Oliveira do Hospital já são mais de 700

Foi uma “opção de vida” que levou o engenheiro informático Pedro Pedrosa a sair de Lisboa e ir para Ferraria de São João, aldeia na serra da Lousã onde com a sua mulher, Sofia, abriu há dois anos o turismo rural Vale do Ninho — e onde também já tiveram filhos gémeos, o Tomás e a Leonor. Antigos palheiros recuperados “numa abordagem mais contemporânea” deram lugar a três casas turísticas, com diárias médias de €100 a €120 (já esgotadas na Páscoa e quase cheias para o verão), usufruindo os hóspedes da piscina biológica e da horta à volta, além de workshops para aprender a fazer pão ou queijo com os locais. Atividades não faltam, já que Pedrosa também tem a A2Z Adventures, empresa de viagens e de trilhos a pé ou de bicicleta.

“Entre economias familiares e apoios comunitários, conseguimos isto sem encargos financeiros muito pesados, ao fim de dois anos estamos no breakeven”, adianta Pedro Pedrosa, lembrando que “esta política de incentivos no interior se mantém no Portugal 2020” e que “há todo um conjunto de oportunidades de arrancar um negócio próprio nestas aldeias, no turismo e não só, e está mais ao alcance do que as pessoas julgam, mas em Portugal não se pensa muito nisso. Se alguém viesse para esta aldeia abrir uma tasquinha ou um café, eu dava-lhe clientes todos os dias”.

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