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BE. Programa de Estabilidade “cumpre genericamente” acordo com o PS para viabilizar Governo, mas...

Luís Barra

Mariana Mortágua sublinha que o Programa devia nesta fase “dar um sinal de mais investimento público e investimento nos serviços públicos”, ao invés de o executivo estar mais “preocupado em cumprir metas impostas por Bruxelas”

O Bloco de Esquerda admitiu ainda não conhecer os "detalhes" do Programa de Estabilidade do Governo, mas sustentou que o mesmo "cumpre genericamente" o acordo com o PS, embora devesse ir mais longe, designadamente no investimento público.

"O que ficou claro até agora é que este novo Programa cumpre genericamente aquilo que estava previsto no acordo entre o BE e o PS", sustentou a deputada bloquista Mariana Mortágua, referindo-se ao acordo parlamentar que permite a viabilização do executivo do PS.

Sem conhecer ainda os detalhes do documento para além dos grandes objetivos macroeconómicos - até porque o Programa ainda não chegou ao parlamento -, o BE sinalizou todavia que há que "aprender com o passado" recente que mostra que, com a nova maioria parlamentar à esquerda, o país e os portugueses ganharam com o "enfrentar" da Comissão Europeia em várias frentes.

Em matérias como recuperação de rendimentos ou aumento do salário mínimo, sublinhou Mortágua, Portugal enfrentou Bruxelas e está hoje numa situação melhor por causa desse desafio.

O Programa de Estabilidade devia nesta fase "dar um sinal de mais investimento público e investimento nos serviços públicos", ao invés de o Governo estar mais "preocupado em cumprir metas impostas por Bruxelas" do que em cumprir metas impostas por Bruxelas que restringem a capacidade de desenvolvimento do país".

O ministro das Finanças, Mário Centeno, anunciou esta quinta-feira que o Governo espera que a economia portuguesa cresça 1,8% e que o défice orçamental caia para os 1,5% este ano.

Mário Centeno falava em conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros de hoje, na qual o executivo aprovou o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas, que serão discutidos na próxima semana na Assembleia da República.