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Portugal coloca €1250 milhões em dois leilões

O IGCP regressou esta quarta-feira ao mercado da dívida obrigacionista pagando menos no prazo a 5 anos do que na emissão de fevereiro e o mesmo do que no mercado secundário em relação ao prazo a 8 anos

Jorge Nascimento Rodrigues

Portugal acabou por colocar a totalidade de €1250 milhões que tinha em vista como limite máximo para os dois leilões de dívida obrigacionista realizados esta quarta-feira de manhã. O montante obtido pela Agência de Gestão do Tesouro e da Dívida Pública (IGCP) foi dividido em partes iguais pelas duas emissões a 5 e 8 anos.

O IGCP levou hoje a leilão as linhas de Obrigações do Tesouro que vencem em 2022 (e que serve de referência para o prazo a 5 anos) e em 2025 (e que serve de referência para o prazo a 8 anos). No leilão a 5 anos pagou uma taxa de colocação de 2,17%, abaixo de 2,753% no leilão de 8 de fevereiro, o último similar. Na linha que vence em 2025, pagou 3,3%, uma taxa em linha com o que se registava no mercado secundário da dívida, ainda que acima de 2,859% registada no leilão anterior dessa linha de OT em junho de 2016. No entanto, desde setembro do ano passado, que as yields das obrigações subiram em todos os prazos.

Na operação desta quarta-feira, o IGCP colocou mais do que nos leilões de fevereiro (€1180 milhões) e março (€1112 milhões).

“A recente queda dos rendimentos de dívida pública global, motivada pela procura de ativos menos arriscados, em virtude dos receios de escalada de confronto na Síria ou na Coreia do Norte, ajudaram ao desfecho favorável do leilão em Portugal. Também a ausência de pressões recentes sobre títulos emitidos pelos países da periferia da zona euro, contribuiu para uma melhor aceitação desta colocação”, refere Ricardo Marques, da consultora financeira IMF.

Com os dois leilões desta quarta-feira, o IGCP já colocou um pouco mais de €6,5 mil milhões, através de uma operação sindicada em janeiro e de seis leilões em fevereiro, março e abril. O Tesouro prevê colocar em dívida obrigacionista um montante entre 14 e 16 mil milhões de euros em 2017, realizando leilões e sindicatos.

  • Portugal volta a financiar-se esta quarta-feira

    O país pretende obter entre €1000 milhões e €1250 milhões em dois leilões de Obrigações do Tesouro que o IGCP realizará esta quarta-feira nos prazos de 5 e 8 anos. Mas ainda não será desta vez que vai ser ‘testada’ a nova linha de Obrigações a 10 anos lançada em janeiro