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Confiante, Ramalho acredita que o Novo Banco estará vendido durante o verão

José carlos Carvalho

António Ramalho diz-se “otimista” quanto à venda do Novo Banco à Lone Star, e admite que o processo seja fechado durante o verão. A proposta do fundo norte-americano é "equilibrada", defendeu

"A proposta que surgiu tem o equilíbrio necessário para dar os passos necessários à sua conclusão", afirmou António Ramalho, presidente executivo do Novo Banco, esta quarta-feira, na apresentação dos resultados de 2016. "Estou otimista quanto à venda, já estava antes da proposta (ter sido feita)", sublinhou.

António Ramalho, que terá sido convidado pela Lone Star a manter-se na liderança do Novo Banco, afirmou ainda que acredita que a operação estará concluída "por altura do verão ou um pouco mais tarde".

O gestor recusou a ideia de que os resultados de 2016 refletem alguma limpeza das contas antes da entrada da Lone Star. O gestor diz que o o esforço de imparidades "foi o normal para encerrar este período sem reservas ou outras qualificações dos auditores", sublinhou. O montante de crédito mal parado recuou cerca de mil milhões de euros, para 11,3 mil milhões de euros.

Contas sem reservas

Estas contas encerram "um período muito significativo da vida" do Novo Banco, disse o gestor. "Estas contas são, sobretudo, as primeiras do Novo Banco que iremos apresentar com toda a segurança que não teremos qualquer reserva por partes dos auditores", sublinhou Ramalho.

O banco que resultou da resolução do Banco Espírito Santo (BES) justificou os resultados com o “elevado nível de provisionamento” feito no ano passado, que atingiu os 1.374,7 milhões de euros. A maior parte das provisões foram para crédito problemático, no valor de 672,6 milhões de euros.

GNB Vida à venda

António Ramalho esclareceu ainda que está a decorrer o processo de venda da seguradora GNB Vida, tendo já sido escolhido o assessor financeiro da operação. "Estamos neste momento em processo de venda", disse o gestor. E acrescentou, sem concretizar, que já escolheram a entidade financeira que irá assessorar a venda.

O Novo Banco fez uma provisão de 135 milhões de euros em 2016 para reconhecer a desvalorização da GNB, mas Ramalho ressalva que isso não foi feito para acelerar a venda da seguradora. "Não fizemos a 'limpeza' porque queremos vender a seguradora mais depressa", afirmou António Ramalho sobre a provisão. Mas admitiu que o objetivo foi permitir que este valor "apareça no preço" de venda.