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Despedimento coletivo de mais de 50 pessoas na Cofina

Despedimento de trabalhadores abrange todas as áreas do grupo de media e insere-se no plano de reorganização em curso na dona do “Correio da Manhã”

O grupo Cofina enviou esta terça-feira cartas para mais de 50 trabalhadores a informá-los de que serão incluídos num processo de despedimento coletivo. A informação foi já confirmada ao Expresso por fonte oficial do grupo. As rescisões inserem-se no âmbito do plano de reorganização em curso no grupo que detém ativos como o "Correio da Manhã" e a CMTV, o "Record", o "Negócios" ou a "Sábado.

Segundo informações recolhidas pelo Expresso, com este despedimento coletivo o grupo pretenderá reduzir a sua estrutura de custos em cerca de 10%. Um objetivo que tem em vista a adequação dos encargos anuais da empresa à queda de receita de vendas e de publicidade que se tem acentuado nos últimos meses em praticamente todos os meios que detém.

Este despedimento coletivo concretiza assim a possibilidade que a administração da Cofina já tinha entreaberto no início deste ano, quando admitiu que não colocava de lado o recurso aos "meios legais disponíveis" para "ajustar a sua atividade às tendências de mercado".

No início de março, de resto, o Sindicato dos Jornalistas confirmava, em comunicado, ter pedido uma reunião à administração da Cofina, onde esta terá reconhecido que o grpo poderia "avançar para o despedimento de dezenas de trabalhadores". "Os administradores Luís Santana e Alda Delgado classificaram os resultados dos dois primeiros meses deste ano como "dantescos", dadas as quebras nas vendas das várias publicações do grupo e também nas receitas de publicidade", referia então o SJ.

Em paralelo com este processo de despedimento coletivo de mais de 50 trabalhadores, o grupo Cofina tem em marcha um plano de reforço de sinergias e de otimização de recursos internos que deu já origem à criação de uma área de publishing, dirigida pelo diretor do "Correio da Manhã" e da CMTV, Octávio Ribeiro, e que pretende "obter importantes sinergias" entre as redações dos seus "títulos de imprensa, plataformas digitais e televisão".