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Exportações têxteis recuperam fora da Europa, Angola incluída

Fernando Veludo/NFACTOS

Vendas do sector para Angola cresceram 30% até fevereiro. Nos EUA, a subida foi de 16%

Os dois primeiros meses do ano trouxeram mudanças no mapa das exportações da indústria têxtil portuguesa, que fechou com um salto de 11% nos destinos não comunitários e uma subida de apenas 1% na Europa.

"Os destinos não comunitários neste período apresentaram maior dinamismo, com um aumento de 13,4 milhões de euros (mais 11%)", destaca Paulo Melo, presidente da ATP - Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, no comentário ao desempenho do sector entre janeiro e fevereiro.

Juntando a rota comunitária e os países terceiros, as exportações têxteis cresceram 3% até fevereiro, para os 869 milhões de euros, combinando subidas de 6% nos artigos têxteis (213 milhões de euros), 2% no vestuário (546 milhões) e 0% nos têxteis-lar (110 milhões).

Na sua análise, Paulo Melo destaca o facto de a Alemanha ter sido o destino que registou maior crescimento absoluto (mais 9% ou mais 6,7 milhões de euros), destronando Espanha, o maior mercado dos têxteis lusos, com uma quota de 32%, depois da queda de 3% verificada em janeiro e fevereiro, comparativamente a período homólogo.

Por mercados, os EUA protagonizaram o segundo maior salto (6,6 milhões de euros ou 16%), o que significa compras no valor de 49 milhões de euros a Portugal e o quinto lugar no ranking dos principais destinos dos texteis nacionais. Mas a direção da ATP destaca, também, o desempenho em Angola. "Parece estar a recuperar da queda sofrida nos últimos anos", comenta Paulo Melo referindo-se ao crescimento de 30%, equivalente a 1,4 milhões de euros, nas vendas de têxteis lusos para este destino.