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Exportações crescem acima das importações em fevereiro

Nuno Botelho

Vendas ao exterior subiram 9%, enquanto as compras vindas de outros países cresceram 8,9%. Défice da balança comercial aumentou 58 milhões de euros face a fevereiro do ano passado, indica INE.

As exportações de bens cresceram, em fevereiro de 2017, 9%, ligeiramente acima do aumento registado nas importações (que subiram 8,9%), face ao mesmo mês do ano passado. Segundo as Estatísticas do Comércio Internacional, publicadas esta segunda-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), que contém apenas dados sobre as exportações e importações para os primeiros dois meses do ano, verifica-se uma desaceleração das transações internacionais face ao último mês de janeiro, altura em que as vendas ao exterior aumentaram 19,1% e as compras 22,4%.

O INE publica apenas estatísticas das exportações e das importações para os primeiros dois meses do ano e referem-se ao comércio internacional de mercadorias, excluindo as exportações e importações de serviços.

"O défice da balança comercial de bens situou-se em 746 milhões de euros em Fevereiro de 2017, representando um aumento de 58 milhões de euros face ao mês homólogo de 2016", explica o INE.

A subida das exportações em fevereiro ficou a dever-se, sobretudo, às exportações para os países fora da União Europeia (UE), que cresceram 29,9% No caso das importações, estas foram aceleradas tanto pelo comércio dentro da UE (que subiu 4,9%), mas as transações para países terceiros foram o grande motor, crescendo 24,7%.

Tendo em conta os principais países de destino em 2016, somente três países registaram reduções nas exportações em fevereiro deste ano (face a fevereiro de 2016): Alemanha (-3,6%), Holanda (-3,1%) e Bélgica (-7,0%). Pelo contrário, as vendas a Angola melhoraram significativamente entre fevereiro de 2016 e 2017 (cresceu 61,1%), tendo o mesmo acontecido com os Estados Unidos (53,5%). Para Espanha, o principal parceiro comercial de Portugal, as vendas aumentaram 10%.

No caso das importações, registou um aumento exponencial das compras feitas à Rússia (+1410,7%), justificado pela importações de "óleos brutos de petróleo e fuelóleo). Já as importações ao Brasil caíram praticamente 50%.

Em termos de categorias de mercadorias, de acordo com o INE, "todas as grandes categorias económicas registaram aumentos face ao mês homólogo de 2016", destacando-se o acréscimo nas exportações verificado nos 'combustíveis e lubrificantes' (+79,8%), essencialmente de 'produtos acabados'. As vendas ao exterior de 'produtos alimentares e bebidas' cresceu 12,7%, enquanto 'máquinas, outros bens de capital e seus acessórios" subiram 8,6%, em fevereiro último.

"Em fevereiro de 2017, apenas as importações de 'bens de consumo' diminuíram em relação ao mês de 2016. Tal como nas exportações evidencia-se claramenteo aumento das importações de 'combustíveis e lubrificantes (+63,0%), sobretudos 'produtos primários'", lê-se no documento.

Estas estatísticas apresentam ainda uma análise ao desempenho das trocas comerciais nacionais em 2016, ano em que "as exportações de bens aumentaram 1,0% e as importações de bens cresceram 1,4% face ao ano anterior". Segundo o documento, o mercado espanhol foi o que "mais contribuiu para o aumento global das exportações, enquanto nas importações foi a a Rússia, devido à aquisição de combustíveis". No que diz respeito aos bens transacionados, no ano passado destacaram-se as exportações de 'bens de consumo' e das importações de 'material de transporte'. Pelo contrário, "continuaram a registar-se reduções significativas nas transações de combustíveis".