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Café com cheirinho a retoma

Mario Joao

Industriais do café notam recuperação do consumo dentro e fora de casa. Portugal está a entrar numa nova fase de valorização deste produto

Depois da tempestade chega a bonança e servida com um cheirinho a café. Não fosse a aposta na internacionalização nos duros anos da crise, que fizeram os portugueses apertar o cordão até ao consumo da sua ‘bica’ diária, e o sector teria saído mais chamuscado. Em 2010, as exportações de café (em todas as suas formas, torrado e não-torrado, descafeinado e não descafeinado) não iam muito mais além dos €41 milhões, mas em 2016, de acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), as vendas ao exterior já tinham praticamente duplicado, ultrapassando os €79 milhões.

A Delta já faz 35% das suas vendas em 38 países. “Além de uma presença direta em oito países — Portugal, Espanha, França, Luxemburgo, Suíça, Angola, China e Brasil —, o grupo conta com uma presença indireta em mais de 30 outros países através de parcerias estabelecidas com distribuidores locais”, conta Rui Miguel Nabeiro, presidente-executivo do Grupo Nabeiro-Delta Cafés. Depois de uma fase de grande enfoque na prospeção de novos mercados e agora que a fatia do o negócio internacional está a crescer, a estratégia passa por, “mais do que acrescentar países à lista de internacionalização, crescer nos mercados onde estamos presentes”, reforça. A Nestlé exporta 21% do seu café e a NewCoffee mais de 10%.

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