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“Não podemos ter americanos em filas de duas horas para entrar em Portugal”

Tiago Miranda

Francisco Calheiros alerta que o aumento de rotas de longa distância para Lisboa, sobretudo com a aposta da TAP nos Estados Unidos, está a levar os passageiros a “passar duas horas na fila para sair do aeroporto”, por falta de meios do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras no controlo de passaportes, o que tem gerado reclamações dos turistas

As novas rotas da TAP para os Estados Unidos e Canadá estão a esbarrar com o facto de os seus passageiros terem de passar várias horas em filas de espera no aeroporto de Lisboa por falta de funcionários do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) no controlo de passaportes. Para a Confederação do Turismo Português (CTP) é “uma grande preocupação que temos de momento e já a fizemos chegar à ministra da Administração Interna e ao SEF, que disseram que o problema será resolvido até ao verão”, segundo adianta o seu presidente, Francisco Calheiros, frisando tratar-se de “rotas relevantes na importação de turistas, algo que representa um esforço nacional, e esta situação não pode continuar assim”.

Não são só turistas norte-americanos, mas todos os que vêm de longa distância, a defrontar-se com demoradas esperas no aeroporto devido à lentidão dos serviços do SEF. “Em picos de horas, que neste momento são muitos, quando há grande confluência de passageiros do espaço não-Schengen — e estamos a falar dos Estados Unidos, Brasil, Angola, Moçambique ou Rússia — estes têm de passar duas horas em filas no aeroporto para entrar em Lisboa. Para quem vem de viagens longas, é desesperante. É mau também para nós, pois o turista tem uma má experiência logo à chegada”, salienta Francisco Calheiros. “Tem havido inúmeras reclamações dos turistas por causa disto, desde logo ao chegar às unidades hoteleiras.”

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