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Misericórdias e Cáritas fora da Caixa Montepio

A busca de uma solução para o Montepio continua
em cima da mesa

Luis Barra

Governo não contactou instituições para ajudar a resolver situação do banco

A hipótese de uma entrada das chamadas instituições da economia social no reforço do capital da Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) não passa de uma intenção. O ministro da Segurança Social, que tutela a parte mutualista do Montepio, já disse que via “com bons olhos” essa solução, mas o Expresso apurou que não foram feitos quaisquer contactos com a Cáritas ou com a União das Misericórdias. Já com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, Vieira da Silva chegou a falar, mas o provedor recusa qualquer compromisso. “Não quero fazer mais declarações porque não existe mais nada do que uma conversa com o ministro e não há proposta”, disse Pedro Santana Lopes.

“Não fui contactado”, diz Manuel Lemos, da União das Misericórdias Portuguesas. A hipótese da chamada da UMP para ajudar a resolver o problema da CEMG “não está em cima da mesa”, mas as notícias que vão surgindo levam o presidente a “seguir com atenção” o assunto. A União gere €1,4 mil milhões, mas está descapitalizada e a possibilidade de entrar no capital de uma instituição com problemas financeiros é sempre uma dor de cabeça. Teria sempre de ser uma matéria a decidir em assembleia geral extraordinária e longe de ser pacífica entre as 388 misericórdias que constituem a União.

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