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Dois terços dos sites de reserva de viagens na UE não têm preços fiáveis

José Caria

Situações em que o preço indicado não corresponde ao final ou em que o preço calculado não é claro são as mais comuns nos sites de comparação e reserva de viagens online monitorizados pelas autoridades nacionais e europeias

Dois terços dos sites de comparação e reserva de viagens online monitorizados pela Comissão Europeia e autoridades de proteção dos consumidores da União Europeia (UE) apresentam preços distorcidos. A fiscalização dos 352 sites à escala da UE (“sweep”) foi realizada, pelas autoridades nacionais e europeias, em outubro de 2016.

De entre os 235 sites de comparação e reserva de viagens (como reserva de hotéis ou viagens de avião) com irregularidades destacam-se sites em que o primeiro preço indicado não corresponde ao preço final (32%), o preço calculado não é claro (30%) e em que as promoções anunciadas não existem e são apenas um isco (21%).

Além disso, em cerca de um quarto dos casos os sites de comparação online dão a impressão que determinadas ofertas têm um número de reservas limitadas, não referindo que essa limitação se aplica apenas ao seu site (26%) ou apresentam a opinião dos utilizadores de forma pouco clara e transparente (21%).

“A internet oferece aos consumidores ampla informação para prepararem, compararem e reservarem as suas férias”, declarou em comunicado Věra Jourová, Comissária da Justiça, Consumidores e Igualdade de Género. No entanto, se as análises em sítios Web de comparação estiverem distorcidas, ou se os preços não forem transparentes, estes sítios Web estão a induzir os consumidores em erro. As empresas em causa têm de respeitar a legislação da UE em matéria de defesa do consumidor, tal como faria um agente de viagens.”

A Comissão não divulgou o nome dos sites com irregularidades, mas apenas as áreas de atuação dos sites monitorizados: 45% são sites de comparação combinada de produtos ou serviços (bilhetes, alojamento, pacotes de férias, entre outros), 24% sites de comparação de preços de alojamento, 21% de bilhetes (de avião, barco, autocarro, comboio) e 5% de aluguer de automóveis.

A Rede de Cooperação no domínio da Defesa do Consumidor (CDC) vai contactar os 235 sites com irregularidades para que as corrijam e adotem práticas em conformidade com a legislação comunitária. Caso não o façam, as autoridades dos países da UE, Noruega e Islândia podem instaurar processos administrativos ou judiciais.