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Santana e o Montepio: “Não se invente”

Luis Barra

Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa diz que não há qualquer envolvimento nem negociações tendo em vista a instituição tornar-se acionista do Montepio. A hipótese está estudada sem aventureirismos

"Não se invente". Assim titula Pedro Santana Lopes o artigo de opinião que hoje assina no Negócios, em que pretende afastar especulações sobre o eventual interesse da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa em entrar no capital do banco Montepio. A hipótese tem sido noticiada desde que se soube que o banco será transformado em sociedade anónima, assim abrindo a possibilidade de institiuições do sector social entrarem no seu capital.

"Além das conversas que referi do ano passado [um almoço em que me falaram da possibilidade de várias instituições, incluindo a União das Misericórdias Portuguesas e as que acima referi, se unirem num projecto de instituição financeira mais virada para a economia social], não houve nenhuma reunião com mais ninguém", escreve Santana. "O único dado a acrescentar é o facto de o ministro Vieira da Silva ter admitido que poderia ser interessante a participação de organizações desse sector económico no capital da Caixa Económica do Montepio."

"Da minha parte não houve uma única conversa, reunião ou sequer leitura de documentos depois de se ter conhecido essa posição ministerial".

Perante essa posição do ministro Vieira da Silva, a Santa Casa tem, prossegue o provedor, "a obrigação, não de a rejeitar "in limine", mas de a estudar."

"Tenho o ministro Vieira da Silva na conta de uma pessoa muito responsável e que, certamente, nunca pediria à Santa Casa para entrar numa aventura. Por isso mesmo, também a obrigação acrescida de estudar uma possibilidade por ele aventada. Tudo o que vá além disto é pura especulação", conclui.