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Hospitais de gestão privada estão em maioria

Nuno Botelho

O retrato do Instituto Nacional de Estatística ao sistema hospitalar dá conta do reforço dos agentes privados. Nas cirurgias, o sistema público é quem mais opera

Em dez anos (2005/2015), a rede de hospitais privados ganhou terreno ao setor público e tornou-se no principal agente do sistema em Portugal.

Um estudo do Instituto Nacional de Estatística (INE) divulgado esta quinta-feira revela que o número de unidades privadas subiu de 91 para 111, os atendimentos nas urgências aumentaram 14,5% em 2015 face ao ano anterior e o número de camas dos privadas segue em modo de crescimento - mais 880 em 2015 face a 2014. E manteve-se a tendência do aumento de consultas externas nos hospitais, em especial nas unidades privadas: mais 500 mil consultas em 2015 do que no ano anterior (+9,5%).

Nas cirurgias, o INE regista que três quartos delas foram realizadas em hospitais públicos ou em parceria público-privada. Foram 660 mil, no universo de 910 mil cirurgias.

Gestão privada

Analisando estes dados do INE, a Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) regista, que pela primeira vez, os hospitais com gestão privada (115) estão em maioria na rede de unidades com internamento.

A conta é fácil: Dos 225 hospitais existentes no país, 115 têm gestão privada - aos 111 da rede privada somam-se mais quatro públicos com gestão privada.

Os dados mais recentes do INE "demonstram que a hospitalização privada tem reforçado a sua posição no sistema de saúde". São em número crescente "os portugueses que confiam na rede privada para os seus cuidados de saúde", premiando o esforço de investimento "em expansão da rede, equipamentos inovadores, formação e investigação", diz a APHP.