Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Construção. Gabriel Couto estreia-se nas Honduras e Senegal

Carlos Couto lidera a construtora da família que está entre as 15 maiores do mercado português

Rui Duarte Silva

A construtora de Famalicão celebra os primeiros contratos na América Latina. Duas obras no valor de 80 milhões de euros

E, finalmente, a América Latina. A construtora Gabriel Couto, uma das 15 maiores do ranking português, espetou duas lanças nas Honduras, reforçando a carteira em 85 milhões de dólares (80 milhões de euros).

São duas obras de reabilitação rodoviária que premeiam os esforços de diversificação geográfica da construtora de Famalicão. No total, são 82 km de estradas na região de Copan. As empreitadas foram adjudicadas pelo Estado hondurenho, através da Secretaria de Infraestruturas e Serviços Públicos.

A Gabriel Couto selecionara mercados estáveis e menos disputados do continente americano para aprofundar a vocação internacional. Além das Honduras, já apresentara propostas em concursos na Colômbia e Costa Rica.

Novos contratos no Senegal e Zâmbia

Na frente africana, a Gabriel Couto reforçou a sua exposição com a estreia no Senegal e uma nova empreitada na Zâmbia. Nos dois casos, são projetos de infraestruturas públicas, com financiamento internacional.

A obra de saneamento na Zâmbia (17,5 milhões de euros) é um dos lotes de um vasto programa público, a cinco anos, orçado em 230 milhões de euros. Permitirá a ligação à rede de saneamento de mais duas mil habitações e conta com financiamento, entre outras organizações pelo Banco Mundial e do Governo dos Estados Unidos, através do Millennium Challenge Corporation.

Na mesma semana em que na capital da Zâmbia assinou o contrato com a Lusaka Water and Sewerage Company (LWSC) para a execução do troço (2,8 km) da rede de saneamento da cidade, a Gabriel Conto ganhava o primeiro concurso no Senegal. Em causa, a reabilitação de 15,5 km de estradas urbanas que ligam a capital Dakar à cidade de Niayes. A obra reforça a carteira em 8 milhões de euros e decorrerá durante dois anos.

A aposta na América Latina

África permanece como a geografia em que a Gabriel Couto mais prospera, representando dois terços da produção (100 milhões de euros em 2016). O escrutínio de novas oportunidades na América Latina não impede a entrada em novos mercados africanos.

A política de diversificação "pesquisa mercados recomendáveis e em crescimento, identificando projetos em que nos sentimos confortáveis e competitivos", explica Carlos Couto, o representante da segunda geração que conduz a empresa familiar. A vocação da construtora reflete-se no equilíbrio na carteira atual, entre vias e infraestruturas e as empreitadas de construção civil, com o segmento hoteleiro e industrial a ganhar um peso crescente no mercado português. Em África, com a expansão para o Senegal, opera em seis mercados.