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Venda do Novo Banco não está fechada e risco de liquidação mantém-se 

A venda do Novo Banco vai ser discutida esta quarta-feira no Parlamento

Foto Nuno Botelho

A venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star ainda não está concluída, e o risco de liquidação do ex-BES não está totalmente afastado. Novo Banco vale, face a esta oferta de compra, 1,33 mil milhões de euros, depois de injetado o capital, ou seja, no fecho do negócio

O processo de venda do Novo Banco está longe de estar fechado e para já apenas uma coisa é certa: caiu a data limite de 3 de agosto a partir da qual haveria a liquidação do banco caso não fosse firmado um acordo de venda com a Lone Star.

O negócio poderá ainda demorar vários meses a concluir, sabe o Expresso. Mas se a conclusão do negócio ocorrer para lá de 3 de agosto (prazo definido para a sua liquidação, aquando da intervenção no antigo Banco Espírito Santo), não haverá uma liquidação automática do Novo Banco. O risco de liquidação pode materializar-se caso a venda não chegue a bom porto.

É preciso aguardar os acordos finais com o BCE e com a Direção Geral da Concorrência Europeia (DG Comp), e esperar que a troca de obrigações no montante de €500 milhões se faça com sucesso. E há muito ainda por negociar, nomeadamente com a DG Comp, que irá discutir com a Lone Star novos remédios, ou seja, mais reduções de balcões e mais rescisões de contratos com trabalhadores.

O valor das obrigações que estão no Novo Banco situa-se entre os €2,9 mil milhões e os €3 mil milhões, e é destas obrigações seniores que resultarão poupanças de €500 milhões que vão servir para reforçar o capital do Novo Banco. Esta poupança consiste numa troca de obrigações fundamental para o fecho do negócio. Fonte ligada à operação afirma que não é dirigida apenas aos orbigacionistas institucionais mas também aos particulares. E a troca deverá ser feita por três vias que permitem esta poupança: uma alteração das maturidades, a mexida nos juros que estão a ser pagos ou ainda a alteração do valor das obrigações. O Expresso apurou também que ainda não está agendada qualquer assembleia de obrigacionistas para o efeito.

Com a injeção de €1000 milhões que irá ser feita no Novo Banco, este fica avaliado em €1,33 mil milhões, ficando a participação do Fundo de Resolução a valer €333 milhões.