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Angola. Banca estrangeira sem acesso a divisas

A escassez de moeda estrangeira tem sido um problema recorrente na economia angolana, e há forte pressão sobre as reservas do Banco Nacional de Angola

Ed Cropley / Reuters

Luanda prepara pacote para proteger bancos locais no acesso aos leilões do banco central

Gustavo Costa

Correspondente em Luanda

O Caixa Angola, detido em 51% pela Caixa Geral de Depósitos, deverá ser afastado da lista indicativa das instituições bancárias que deverão passar a ter acesso restrito aos leilões de divisas do Banco Nacional de Angola (BNA), soube o Expresso junto de uma fonte da Comissão de Economia Real do Governo angolano.

Uma elite de sete bancos vai deter o monopólio de venda de 80% das divisas aos clientes, ficando de fora deste clube, além do Banco Caixa Angola, os demais bancos controlados por capitais estrangeiros que operam no país. De fora ficou também o Banco de Poupança e Crédito — BPC —, o maior banco público de Angola, que, depois de o Estado ter assumido a sua falência, recebeu agora uma injeção de cerca de 500 milhões de dólares (€468 milhões) para a sua recapitalização. A inclusão naquela lista do Banco Económico, que sucede ao falido BESA, está a ser interpretada como sendo o resultado da influência e pressão política de alguns dos seus principais acionistas.

Os bancos relegados para uma espécie de segunda divisão deterão apenas 20% do volume de divisas do mercado primário.

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