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Inflação na zona euro desce para 1,5% em março

Depois de um pico de 2% em fevereiro, a inflação na zona da moeda única europeia abrandou, segundo as estimativas preliminares do Eurostat, que ficaram abaixo das previsões dos analistas

Jorge Nascimento Rodrigues

A inflação anual em março na zona euro deverá ter ficado em 1,5%, segundo as estimativas preliminares do Eurostat, o organismo de estatísticas da União Europeia. Trata-se de um abrandamento em relação a fevereiro, quando atingiu 2%, o valor mais elevado desde há quatro anos. A última vez que a zona euro registou uma inflação de 2% foi em janeiro de 2013.

Esta redução do ritmo de inflação anual em março é superior às previsões dos analistas. Trata-se da variação homóloga em percentagem do índice, ou seja, entre março de 2016 e março de 2017.

A descida da inflação anual em março deveu-se ao abrandamento na subida dos preços nas componentes da energia – variação de 7,3% face a 9,3% em fevereiro – e da alimentação, álcool e tabaco – variação de 1,8% face a 2,5% no mês anterior.

Excluindo aquelas duas componentes mais voláteis do índice de preços no consumidor, a inflação designada por subjacente desceu de 0,9% em fevereiro para 0,7% em março, o valor mais baixo desde abril de 2016. A inflação subjacente anual tem-se mantido abaixo de 1% desde o final de 2013, com raras exceções mensais. Atingiu um máximo histórico de 2,6% em março de 2002 e um mínimo de 0,6% em janeiro de 2015. Desde 2008 que se tem mantido abaixo de 2%.

Esta semana foram, também, divulgadas as estimativas preliminares para a inflação na Alemanha, que desceu de 2,2% em fevereiro para 1,5% em março, um abrandamento significativo, e na Itália, que caiu de 1,6% para 1,3% nos meses referidos. Em França manteve-se em 1,4%.

O Banco Central Europeu, apesar de ter como meta da sua política monetária uma inflação próxima, mas abaixo, de 2%, não deixa de olhar, com atenção, para a inflação subjacente que continua sem descolar acima de 1%. O que tem levado a equipa de Mario Draghi a agir com cautela em relação a uma descontinuação da política expansionista.