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Costa e a venda do Novo Banco: “Não haverá impactos para os contribuintes”

José Caria

Venda do Novo Banco à Lone Star é a “solução mais equilibrada para a economia e para o sistema financeiro”

Helena Bento

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Jornalista

José Caria

José Caria

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Fotojornalista

O primeiro-ministro António Costa garantiu esta sexta-feira que “não existirá impacto direto ou indireto nas contas públicas nem novos encargos para os contribuintes” com a venda do Novo Banco à Lone Star. Venda do banco ao fundo de investimento norte-americano é, portanto, “a solução mais equilibrada e a que melhor protege os contribuintes, a economia e o sistema financeiro”, disse o primeiro-ministro. “Está afastado o espectro de liquidação da instituição financeira”, acrescentou.

Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, confirmou esta sexta-feira a venda do Novo Banco à Lone Star, numa breve intervenção em que não revelou os detalhes da operação, adiantando apenas que a “venda é um passo importante na estabilização do setor bancário nacional”.

António Costa, que falava aos jornalistas acompanhado pelo ministro das Finanças, Mário Centeno, defendeu que o acordo de venda do Novo Banco cumpre “as três condições colocadas pelo Governo” em janeiro passado, uma vez que “não terá impacto direto ou indireto nas contas públicas nem novos encargos para os contribuintes”.

“Ao contrário do inicialmente proposto, não é concedida qualquer garantia por parte do Estado ou de qualquer outra entidade pública. O necessário reforço de capital é integralmente assegurado pelo investidor privado e eventuais responsabilidades futuras não recairão sobre os contribuintes, mas sobre os bancos, que asseguram o capital do fundo de resolução”, esclareceu o primeiro-ministro.

António Costa garantiu que o Novo Banco “continuará a cumprir o seu papel muito relevante no financiamento da economia, em especial das pequenas e médias empresas, com proteção integral dos depositantes e sem novos sacrifícios involuntários dos detentores das obrigações” da instituição financeira.

O acordo de venda do Novo Banco, disse ainda o primeiro-ministro, salvaguarda a estabilidade do sistema financeiro, uma vez que “eventuais responsabilidades futuras estão substancialmente garantidas pelo conjunto de ativos confiados à gestão do fundo de resolução”.