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Lucro da REN baixa 14%

A empresa presidida por Rodrigo Costa obteve em 2016 um lucro de 100 milhões de euros, apesar de ter continuado a suportar um encargo superior a 25 milhões de euros com a contribuição da energia

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A REN - Redes Energéticas Nacionais encerrou 2016 com um lucro de 100 milhões de euros, menos 14% do que no ano anterior, uma evolução influenciada principalmente pelo registo, em 2015, de um crédito fiscal e da mais valia da venda de uma participação financeira, que não se repetiram no ano passado.

Numa base recorrente o resultado líquido da REN em 2016 ascendeu a 126 milhões de euros, com um crescimento de quase 7% em comparação com o ano anterior, informou a empresa esta quinta-feira.

Em 2016 a REN suportou ainda um encargo de 25,9 milhões de euros com a contribuição extraordinária sobre o sector energético (CESE), que a empresa está a contestar judicialmente.

O EBITDA (resultado antes e juros, impostos, depreciações e amortizações) recuou 2,8%, para 476 milhões de euros e a base de ativos regulados (sobre a qual são calculadas as receitas da empresa) baixou 1,4%, para 3,54 mil milhões de euros.

A empresa fechou 2016 com uma dívida líquida de 2,48 mil milhões de euros, 0,5% acima da registada um ano antes. O valor não incorpora ainda o impacto da compra, já em 2017, de uma participação de 42,5% na chilena Electrogas, que deverá este ano aumentar o endividamento da REN em cerca de 160 milhões de euros.

Na apresentação de resultados o presidente executivo da REN, Rodrigo Costa, sublinhou que a empresa olha sem dramatismo para a redução da sua base de ativos regulados em Portugal, já que tem procurado opções de crescimento fora do país que compensem a limitação do mercado interno.

"Portugal é um mercado muito maduro. Temos nitidamente poucas oportunidades, não há necessidade de grandes investimentos", comentou o gestor.