Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

EDP vende 574 milhões de euros de défice tarifário

António Mexia classificou 2016 como “um ano bom para o grupo EDP”

Nuno Botelho

A elétrica liderada por António Mexia voltou a desfazer-se de créditos tarifários do sistema elétrico português, agora vendendo a terceiros parte dos défices tarifários de 2015 e 2017

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP anunciou esta segunda-feira um conjunto de operações financeiras para a venda de 574 milhões de euros de défice tarifário do sector elétrico em Portugal, relativos aos sobrecustos da produção do regime especial de 2015 e de 2017.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a EDP informou que em seis operações vendeu 250 milhões de euros relativos ao défice tarifário de 2015 e ainda 324 milhões de euros do défice tarifário de 2017.

Em causa estão montantes que a EDP tinha por receber ao longo de vários anos através das tarifas de eletricidade, que a empresa optou agora por receber de imediato, cedendo a terceiros o recebimento faseado dos créditos.

Trata-se de custos de produção de eletricidade no regime especial (a partir de fontes como os parques eólicos, centrais solares, centrais de cogeração, entre outras), que já foram registados em 2015 e previstos para 2017, mas que, por medidas de política energética, foram diferidos, para serem repercutidos nas tarifas dos consumidores ao longo de cinco anos.

Na apresentação dos resultados de 2016 a EDP havia reportado ao mercado ter ainda no seu balanço cerca de 1000 milhões de euros de dívida tarifária em Portugal, um montante muito abaixo dos 2500 milhões que a empresa contabilizava como créditos tarifários no final de 2015.

A EDP tem vindo a seguir nos últimos anos uma estratégia de alienação continuada dos seus créditos tarifários, cujo encaixe tem permitido ao grupo reduzir a sua própria dívida líquida.